Influenciadora é morta em praça pública por terroristas islâmicos no Mali
Mariam Cissé, de 20 anos, foi executada diante da população por grupo ligado à Al-Qaeda
A influenciadora digital Mariam Cissé, de 20 anos, foi sequestrada e executada por jihadistas na sexta, 7, na Praça da Independência, em Tonka, no norte do Mali.
A jovem, que tinha mais de 100 mil seguidores no TikTok, era conhecida por apoiar publicamente as forças armadas do país em vídeos gravados na região de Tombuctu.
Segundo relatos de moradores, Cissé foi capturada na véspera, enquanto filmava em um mercado local.
Os sequestradores, armados e identificados como integrantes do Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM), acusaram a influenciadora de colaborar com o Exército ao repassar informações sobre deslocamentos militares.
Testemunhas contaram que os terroristas a levaram em motocicletas até a praça central e a executaram diante de dezenas de pessoas, incluindo familiares.
O irmão da vítima afirmou que quatro homens participaram do crime e atiraram à queima-roupa após vendar seus olhos. Nenhum grupo assumiu oficialmente a autoria, mas o JNIM, ligado à Al-Qaeda, domina a região e tem histórico de punir civis que cooperam com as autoridades militares.
O assassinato ocorreu em meio à escalada da violência no Mali, governado por uma junta militar desde os golpes de 2020 e 2021.
O país enfrenta insurgência jihadista desde 2012 e, após a retirada das forças francesas e da missão de paz da ONU em 2023, os ataques extremistas se intensificaram. Desde setembro, o JNIM bloqueia o transporte de combustíveis, atacando comboios e isolando cidades do norte.
A morte de Mariam Cissé provocou indignação nas redes sociais e reações de organizações internacionais.
A Human Rights Watch classificou o ato como crime de guerra e a União Africana manifestou “profunda preocupação” com o colapso da segurança no país. A televisão estatal maliana afirmou que a jovem “apenas buscava promover sua comunidade e encorajar o Exército”.
Autoridades locais chamaram o episódio de “ato bárbaro” e alertaram para o avanço jihadista sobre áreas sem presença militar.
Governos de França, Estados Unidos e Alemanha recomendaram a saída imediata de seus cidadãos do Mali, enquanto a ONU estima que quase nove milhões de pessoas precisem de ajuda humanitária.
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Comentários (1)
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
14.11.2025 19:20É ex-colônia francesa, a Legião Estrangeira francesa poderia voltar, pior do que qualquer ditadura militar é uma ditadura de fanáticos religiosos.