“Hora do país seguir em frente”, diz Trump sobre caso Epstein
Presidente americano negou ter sido amigo do empresário acusado de liderar rede de tráfico sexual
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça, 3, que “está na hora de o país seguir em frente com outro assunto” ao ser questionado sobre os arquivos envolvendo o empresário Jeffrey Epstein.
“Acho que está na hora de o país seguir em frente com outra coisa”, disse a jornalistas.
Na segunda, 2, Trump negou ter sido amigo do homem acusado de liderar uma rede de abuso sexual.
Em postagem na Truth Social, o republicano afirmou que Epstein se aliou ao autor Michael Wolff, a quem chamou de “canalha”, para prejudicá-lo politicamente.
“Eu não só não era amigo de Jeffrey Epstein como, com base em informações que acabam de ser divulgadas pelo Departamento de Justiça, Epstein e um ‘autor’ mentiroso e canalha chamado Michael Wolff conspiraram para me prejudicar e/ou prejudicar minha Presidência”, escreveu.
Trump também negou ter ido à ilha onde Epstein abusava das vítimas e ameaçou processar opositores que tentem vinculá-lo ao caso.
No ano passado, arquivos revelados o mostram um e-mail enviado por Epstein a Wolff, em janeiro de 2019, afirmando que Trump “sabia” sobre as “garotas”.
Em outra troca de e-mails, de 2016, Wolff indica a Epstein a existência de uma oportunidade de prejudicar Trump no contexto da campanha presidencial, quando o republicano disputava a Casa Branca pela primeira vez.
Novo lote
A divulgação do maior lote de arquivos do caso Jeffrey Epstein trouxe à tona um vídeo inédito em que o financista responde a perguntas diretas sobre a origem de sua fortuna e sobre as acusações de crimes sexuais. As imagens fazem parte do terceiro conjunto de documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
No vídeo, Epstein aparece sentado, usando óculos e camisa preta. Em determinado momento, ele é questionado sobre se seu dinheiro seria “dinheiro sujo”.
O financista nega e afirma: “Não, não é”. Ao ser pressionado, responde: “Porque eu o ganhei”.
O entrevistador então afirma que a fortuna teria sido construída ao “aconselhar as piores pessoas do mundo, que fazem coisas enormemente ruins”, ao que Epstein rebate dizendo que “ética é sempre um assunto complicado”.
Ele também declara ter feito doações para tentar erradicar a pólio no Paquistão e na Índia.
O tom da entrevista muda quando Epstein é questionado diretamente sobre as acusações criminais.
Perguntado “O que você é, [um] predador sexual de classe 3?”, ele responde: “Nível 1. Eu sou o mais baixo”.
Na sequência, ao falar sobre doações, Epstein afirma: “Acho que, se você dissesse a eles que o próprio diabo falou: ‘Vou trocar alguns dólares pela vida do seu filho’…”.
O entrevistador reage: “Você acha que é o próprio diabo?”.
Epstein responde: “Não, mas eu tenho um bom espelho” e, depois, encerra: “Não, o diabo me assusta”.
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