Hamas liberta mais três reféns após impasse ameaçar cessar-fogo
Os terroristas montaram um palco em Khan Younis para a entrega dos reféns, com bandeiras do grupo e da Jihad Islâmica Palestina
O grupo terrorista Hamas libertou na manhã deste sábado, 15, três reféns israelenses como parte do cessar-fogo com Israel na Faixa de Gaza. Os reféns foram entregues à Cruz Vermelha em Khan Younis e levados para território israelense.
A libertação ocorreu após um impasse entre Hamas e Israel. O grupo terrorista chegou a suspender as entregas de reféns, mas as negociações foram retomadas com a mediação do Egito e do Catar.
Como contrapartida, Israel deve libertar 369 prisioneiros palestinos.
Os reféns libertados são Sagui Dekel-Chen, cidadão americano-israelense, Alexandre Sasha Troufanov, russo-israelense, e Iair Horn, israelense. Eles foram sequestrados no kibutz Nir Oz, um dos alvos do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. O irmão de Horn, Eitan, continua em cativeiro.
Palco do Hamas
O Hamas montou um palco em Khan Younis para a entrega dos reféns, com bandeiras do grupo e da Jihad Islâmica Palestina, além de pôsteres de propaganda. Um deles exibia Yahya Sinwar, líder do Hamas morto, com a frase “Nenhuma migração, exceto para Jerusalém”, em crítica à proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de reassentar moradores de Gaza.
Outro pôster trazia imagens das áreas atacadas pelo Hamas em 7 de outubro, com a legenda: “Nós cruzamos rapidamente”.
Entre os presos palestinos a ser solto hoje está Ahmed Barghouti, 48, aliado de Marwan Barghouti e condenado a 13 prisões perpétuas por ataques que mataram 12 israelenses na Segunda Intifada. Ele será deportado pelo Egito.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha manifestou preocupação com a situação dos reféns que ainda estão em Gaza. Imagens dos reféns libertados no sábado passado mostraram sinais de extrema desnutrição. Estima-se que 76 reféns ainda estejam em cativeiro, metade deles possivelmente vivos.
Agradecimento a Trump
O americano Keith Siegel, libertado pelos terroristas do Hamas após 484 dias de cativeiro, agradeceu a Donald Trump por ter negociado o acordo de troca de reféns entre o governo israelense e o grupo radical islâmico.
Em vídeo direcionado a Trump, o ex-refém disse:
“Presidente Trump, você é a razão de eu estar em casa vivo. Você é a razão de eu ter me reunido com minha amada esposa, quatro filhos e cinco netos.”
“Sr. Presidente, mais uma vez sua liderança, poder e autoridade são necessários para impor o cessar-fogo e pôr fim aos perigos diários desnecessários e às vidas de reféns e civis inocentes”, diz o americano.Na gravação, o sobrevivente do cativeiro afirmou ter sido torturado fisicamente e psicologicamente quando a “guerra se intensificou”.
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