“Guerra nuclear é risco real”, diz ex-presidente russo
Aliado de Putin afirmou que Europa “não pode bancar” um confronto e falou em “acidente fatal” que poderia levar ao uso de armas atômicas
O ex-presidente da Rússia Dmitry Medvedev afirmou nesta segunda, 29, que países europeus “não podem bancar uma guerra com a Rússia”.
Segundo ele, um confronto desse tipo traz “risco real” de escalada para armas nucleares.
Medvedev disse ainda que a Rússia “não precisa” desse conflito e que “a possibilidade de um acidente fatal sempre existe”.
O atual vice-presidente do conselho de segurança russo também ironizou a União Europeia, chamando-a de “velha e fria”. Para ele, um erro de cálculo dos líderes do continente poderia resultar em consequências catastróficas.
As ameaças fazem parte da estratégia de comunicação do Kremlin desde a invasão da Ucrânia em 2022.
Medvedev assumiu o papel de porta-voz das mensagens mais radicais.
O Instituto para o Estudo da Guerra, nos Estados Unidos, avalia que Putin usa o ex-presidente para difundir esse tipo de recado, mantendo distância pessoal das falas mais extremas.
O padrão se repete sempre que há discussões sobre novos pacotes de ajuda militar ao governo ucraniano.
Nos últimos anos, Medvedev afirmou em diversas ocasiões que o uso de armas nucleares “não é blefe”.
Como mostrou reportagem publicada em Crusoé em 29 de maio, “Por que Medvedev radicalizou — e por que isso importa”, a guinada do ex-presidente é parte de um movimento calculado.
Antes visto como reformista liberal, ele adotou tom beligerante para se manter relevante no sistema político dominado por Putin e agradar os setores mais nacionalistas.
Sua transformação ilustra como a retórica extrema se tornou ferramenta de sobrevivência política e de intimidação internacional.
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Comentários (1)
MARCEL SILVIO HIRSCH
30.09.2025 07:59Ameaças de guerra nuclear comprovam a carência mecânica nas cabeças dos autores das ameaças: faltam-lhes parafusos nos respectivos cérebros.