González exige libertação imediata de presos políticos venezuelanos
"Não é necessária uma lei para libertar alguém que foi preso injustamente", escreveu o opositor no X
O líder da oposição venezuelana, Edmundo González (foto), afirmou nesta segunda-feira, 16, que não deveria ser necessária a criação de uma lei para libertar os presos políticos.
Em postagem no X, González mencionou os familiares de presos pelo regime que estão fazendo mais de 48 horas em greve de fome em frente a uma delegacia da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), conhecida como Zona 7, em Caracas.
“Por trás de cada prisioneiro político existe uma família que resiste. Famílias em greve de fome! Elas fazem isso porque sentem que não têm outra escolha. Fazem isso por causa da dor e da angústia. Representam aqueles que, desde 8 de janeiro, esperam do lado de fora das prisões por uma resposta que nunca chega.
Não é necessária uma lei para libertar alguém que foi preso injustamente. O que é necessário é a decisão de fazê-lo, sem demora. Listas vêm e vão. Mas, pelo amor de Deus, elas não são apenas listas, são pessoas! Merecem o mesmo respeito que qualquer pai, mãe, filho ou irmão. Eu me solidarizo com todas as famílias que exigem justiça hoje. A libertação imediata é um ato de respeito à dignidade humana.”
Libertação
Em 6 de fevereiro, o presidente da Assembleia Nacional venezualana, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de todos os presos políticos após a aprovação de uma lei de anistia.
No entanto, o processo foi adiado em razão de divergências sobre um dos artigos.
A expectativa é de que as discussões sejam finalizadas ainda nesta semana.
No sábado, 14, Rodríguez anunciou a libertação de 17 presos da Zona 7.
Balanço
A ONG Foro Penal informou no domingo, 15, que verificou 444 libertações de presos na Venezuela entre 8 de janeiro e 15 de fevereiro, às 21h30 (horário local), após o anúncio do governo interino sobre o processo de soltura.
A organização, no entanto, não considera como libertações os casos em que a pessoa, após deixar um centro de detenção, permanece em prisão domiciliar . A organização mantém esse critério para a contagem que publica.
“O Foro Penal continua a verificar os casos no âmbito do processo anunciado pelas autoridades. O número divulgado neste domingo corresponde exclusivamente àqueles que saíram dos centros de detenção durante o período especificado pela organização”, diz a publicação no X.
Leia mais: Familiares de presos políticos fazem greve de fome na Venezuela
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)