Genro de Edmundo González é libertado pelo regime venezuelano
Rafael Tudares Bracho estava detido desde 7 de janeiro de 2025
Rafael Tudares Bracho, genro do presidente eleito da Venezuela, Edmundo González Urrutia, foi libertado pelo regime venezuelano após 380 dias na prisão.
A informação foi confirmada por Mariana González de Tudares, filha de Edmundo e esposa de Rafael Tudares.
“Tenho o prazer de informar que, após 380 dias de detenção injusta e arbitrária e tendo sofrido, por mais de um ano, uma situação desumana de desaparecimento forçado, meu marido Rafael Tudares Bracho retornou para casa esta manhã”, afirmou Mariana González no X.
“Foi uma luta estoica e muito árdua durante mais de um ano, na qual finalmente conseguimos a libertação de Rafael, e aspiramos, o mais breve possível, à sua plena liberdade, à qual ele tem direito”, acrescentou.
“Neste momento, sou especialmente grato a cada pessoa que me apoiou na minha luta pela liberdade desde 7 de janeiro de 2025. Agradeço especialmente o apoio da equipe do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, com sede no Panamá, que sempre acompanhou e defendeu este caso, dentro do âmbito de suas competências humanitárias”, seguiu.
“Da mesma forma, minha mais profunda gratidão à minha família, incluindo meus filhos, e aos verdadeiros amigos que nos apoiaram, de forma altruísta, sem medo e com muitos sacrifícios, durante toda a luta. Muito obrigado!”, continuou.
Tudares havia sido sequestrado em janeiro do ano passado, às vésperas da posse considerada ilegítima do então ditador Nicolás Maduro.
A condenação do genro de Edmundo González
No início de dezembro, ele foi condenado a 30 anos de prisão.
Segundo a filha de González, o marido foi sentenciado sem acesso regular ao advogado de sua escolha e com base em um processo judicial secreto.
O regime acusou Tudares de “conspiração” e outros crimes considerados graves com base em um suposto vínculo entre ele e uma pessoa desconhecida.
Não há provas contra o marido de Mariana.
De acordo com Mariana, a condenação foi proferida em uma única audiência, realizada na última sexta-feira, 28, com duração superior a 12 horas.
“Em 11 meses em situação de desaparecimento forçado e mediante a um processo penal clandestino e oculto, confirmou que, segundo me informaram as autoridades competentes, que meu esposo Rafael Tudares Bracho teria sido condenado a 30 anos de prisão por supostos crimes previstos na legislação penal venezuelana, os quais, ratifico, ele não cometeu. Rafael é inocente.”
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