'Friendly Father': propaganda eleitoral da Coreia viraliza 'Friendly Father': propaganda eleitoral da Coreia viraliza
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‘Friendly Father’: propaganda eleitoral da Coreia viraliza

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 05.05.2024 21:00 comentários
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‘Friendly Father’: propaganda eleitoral da Coreia viraliza

Em meio a expansão da mídia na Coreia do Norte, música de campanha do atual líder norte coreano viraliza.

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3 minutos de leitura 05.05.2024 21:00 comentários 4
‘Friendly Father’: propaganda eleitoral da Coreia viraliza
Fonte: REUTERS

A música “Friendly Father”, que glorifica o líder norte-coreano Kim Jong-Un, tornou-se um fenômeno viral na plataforma TikTok, capturando a atenção de milhões globalmente. A canção, permeada por uma batida eletrônica cativante, demonstra como a música pode ser utilizada como ferramenta de propaganda política, ultrapassando fronteiras e influenciando jovens de forma significativa.

Apesar de sua melodia atraente, a letra da música elogia um líder conhecido por suas políticas repressivas e agressivas, incluindo ameaças de aniquilação e violações de sanções internacionais. Este contraste levanta questionamentos importantes sobre a responsabilidade da disseminação de conteúdo e as consequências de sua viralização sem o contexto apropriado.

Como “Friendly Father” se tornou um hit viral?

Produzida pela máquina estatal da Coreia do Norte, “Friendly Father” não é apenas um exemplo de música pop, é um artefato de propaganda. Sua estrutura musical é projetada para ser instantaneamente agradável e memorável, características essenciais para garantir sua disseminação rápida e ampla.

O videoclipe associado, transmitido pela Televisão Central Coreana, e sua posterior captura e compartilhamento no TikTok, têm desempenhado papéis cruciais na popularização da faixa. Surpreendentemente, muitos jovens que dançam ao ritmo da música parecem desconhecer seu significado mais profundo e suas implicações.

Qual o papel da música na propaganda do regime norte-coreano?

A música tem sido uma ferramenta de longa data para o regime norte-coreano, utilizada para incutir valores e normas estatais. Comparada às baladas emocionais comumente encontradas nas paradas ocidentais, a música norte-coreana se concentra mais em temas de lealdade e orgulho nacional, com cada obra contendo uma “semente ideológica”, como explicado por especialistas em estudos da Coreia.

Este fenômeno não é isolado apenas à “Friendly Father”. Muitas músicas produzidas sob o comando do Estado servem para educar e moldar a opinião pública, seguindo linhas muito claras de diretrizes políticas e culturais.

Como a disseminação de “Friendly Father” afeta a percepção global do regime?

A popularização de “Friendly Father” em plataformas ocidentais como o TikTok é paradoxal, considerando as tensões políticas entre a Coreia do Norte e muitos países representados nessa plataforma digital. Enquanto jovens consomem e compartilham a música, muitas vezes sem compreender seu significado real, ocorre uma normalização inadvertida de um regime que continua a violar direitos humanos fundamentais.

A música serve não apenas como entretenimento, mas como uma ferramenta sutil de poder, influenciando percepções e potencialmente mudando narrativas políticas de forma subliminar.

O impacto a longo prazo da viralização de propaganda através da música

  • Desinformação e falta de consciência sobre o contexto político.
  • Normalização de regimes antidemocráticos.
  • Desafios para a diplomacia e relações internacionais.

Em conclusão, enquanto “Friendly Father” continua a fascinar muitos pelo seu apelo pop, é fundamental reconhecer e discutir suas raízes e implicações. Este exemplo destaca a necessidade de consumidores de mídia serem críticos e informados, especialmente em uma era onde conteúdo global é acessível com um simples toque na tela.

A música pode facilmente cruzar fronteiras, mas é nosso dever assegurar que a compreensão e o contexto cultural do que consumimos viaje junto com as notas e letras.

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Comentários (4)

Marcia Elizabeth Brunetti

2024-05-06 08:39:55

Eu vi esse “clip” e, como se pode ver, a expressão nos norte-coreanos é tão vazia quanto seus cérebros lavados. Triste 😞


Noely Fischer

2024-05-06 03:08:41

O rei está bem gordinho, fartura no bunker do ditador.


Carlos Alberto Bolsoni

2024-05-06 01:20:18

O redator gostou da musiquinha do Kim. Fazer o quê? Ler as notícias do Antagonista tem sido um exercício diário de paciência e um teste para os nervos do assinante.


Marcelo Augusto Monteiro Ferraz

2024-05-05 23:09:36

Lamentável! Com esse formigueiro de gente da cabeça oca espalhado pelo mundo...!


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