FMI anuncia acordo para socorrer economia da Ucrânia
Pacote de apoio visa cobrir deficit de financiamento de US$ 136,5 bilhões até 2029, enquanto esforços de paz seguem sob discussão
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou um acordo com o governo da Ucrânia referente a um novo programa financeiro de US$ 8,2 bilhões. O objetivo é apoiar reformas estruturais desenhadas para estabilizar a economia do país, destruída pelo conflito com a Rússia. A liberação dos recursos depende da aprovação do conselho executivo do FMI.
Esse programa integra um pacote de assistência internacional mais amplo, que totaliza US$ 122 bilhões.
A necessidade de financiamento externo é significativa. A Ucrânia lida com um deficit orçamentário que atinge aproximadamente US$ 63 bilhões no biênio fiscal 2026-2027. O montante total previsto para o período de 2026 a 2029 soma US$ 136,5 bilhões.
Mecanismo de sustentação financeira
O programa do FMI foi concebido para atuar como um incentivador de suporte externo. O chefe da missão do Fundo, Gavin Grey, disse que o “programa tem como objetivo servir de catalisador para um apoio externo mais amplo que permita à Ucrânia lidar com suas dificuldades de financiamento”.
O FMI esclareceu que os valores e termos poderão ser “recalibrados”. Essa reavaliação dependerá tanto das necessidades que surgirem quanto do progresso alcançado na resolução do conflito.
Apesar dos impactos da invasão russa, iniciada em fevereiro de 2022, a instituição financeira aponta indicativos de resistência econômica. Recentemente, ataques russos tiveram como alvo a rede elétrica ucraniana, que já opera sob pressão. Contudo, o FMI projeta um crescimento econômico de 2% para este ano.
Tentativas para acordo de paz continuam
A assistência financeira ocorre em paralelo a negociações diplomáticas complexas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem insistido em um acordo de paz entre Moscou e Kiev.
O líder americano declarou que restam somente “alguns pontos de discordância” a serem solucionados para que sua proposta de pacto seja aceita. No entanto, diversos líderes europeus manifestaram cautela quanto ao otimismo demonstrado pela administração americana.
As discussões se concentram em um projeto elaborado pelos Estados Unidos. A versão inicial desse projeto foi considerada bastante vantajosa para Moscou. O texto foi revisto após encontros realizados em Genebra no domingo.
As delegações presentes nestas conversas incluíram representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia e da União Europeia.
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Comentários (1)
MARCOS
26.11.2025 19:45VÃO INJETAR DÓLARES PARA OS RUSSOS PEGAREM.