Familiares de presos políticos fazem greve de fome na Venezuela
Dez mulheres estão há 48 horas deitadas em colchões em frente a uma delegacia em Caracas exigindo a libertação das vítimas do regime
Dez mulheres, familiares de presos políticos venezuelanos, estão há mais de 48 horas em greve de fome em frente a uma delegacia da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), conhecida como Zona 7, em Caracas.
Deitadas em colchões, o grupo iniciou o protesto no último sábado, 14, às seis horas da manhã.
Várias manifestantes relataram problemas de saúde, entre eles: sintomas de pressão alta, dor no peito e perda de consciência.
Apesar das complicações médicas, os participantes insistem em continuar a greve de fome para exigir a libertação imediata e total de seus familiares.
Libertação
Em 6 de fevereiro, o presidente da Assembleia Nacional venezualana, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de todos os presos políticos após a aprovação de uma lei de anistia.
No entanto, o processo foi adiado em razão de divergências sobre um dos artigos.
A expectativa é de que as discussões sejam finalizadas ainda nesta semana.
No sábado, 14, Rodríguez anunciou a libertação de 17 presos da Zona 7.
Balanço
A ONG Foro Penal informou no domingo, 15, que verificou 444 libertações de presos na Venezuela entre 8 de janeiro e 15 de fevereiro, às 21h30 (horário local), após o anúncio do governo interino sobre o processo de soltura.
A organização, no entanto, não considera como libertações os casos em que a pessoa, após deixar um centro de detenção, permanece em prisão domiciliar . A organização mantém esse critério para a contagem que publica.
“O Foro Penal continua a verificar os casos no âmbito do processo anunciado pelas autoridades. O número divulgado neste domingo corresponde exclusivamente àqueles que saíram dos centros de detenção durante o período especificado pela organização”, diz a publicação no X.
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