Europeus vão às ruas em apoio a protestos contra regime no Irã
Manifestações em Londres e em Paris exibiram bandeiras iranianas pré-Revolução Islâmica
Milhares de pessoas foram às ruas neste domingo, 11, em cidades europeias para apoiar os protestos contra o regime no Irã.
Em Londres, os atos começaram em frente à embaixada iraniana e avançaram até Downing Street, residência oficial do primeiro-ministro britânico. Manifestantes exibiam bandeiras iranianas anteriores à Revolução Islâmica de 1979.
Em Paris, mais de 2 mil pessoas protestaram com bandeiras pré-1979 e palavras de ordem contra o regime iraniano. A polícia não permitiu a aproximação da embaixada.
Em Istambul, a polícia turca impediu que dezenas de manifestantes — muitos deles iranianos exilados — que tentavam protestar diante do consulado do Irã.
Cercado por forte aparato de segurança, o grupo foi impedido de se aproximar do prédio diplomático.
Em outras cidades, como Berlim, na Alemanha, e Haia, nos Países Baixos, exilados relataram medo por familiares no Irã.
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Mortes e prisões
Segundo a agência Reuters, com base em dados da Human Rights Activists News Agency (HRANA), ao menos 538 pessoas morreram nos protestos. Desse total, 490 seriam manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança.
A organização também contabiliza cerca de 10 mil prisões até agora. O regime iraniano não divulgou números oficiais consolidados.
Entidades de direitos humanos alertam que os números reais de mortes tendem a ser maiores, já que o apagão da internet dificulta o acesso a informações dentro do país.
A televisão estatal iraniana informou que um integrante das forças de segurança morreu nesta noite.
Segundo a emissora, o general de brigada Javad Keshavarz, responsável pela força antidrogas em Mashhad, foi morto em um “ataque de manifestantes armados” por volta das 21h30 no horário local.
Imagens compartilhadas durante a madrugada também indicam novos confrontos na cidade.
Os protestos começaram em dezembro, impulsionados pela insatisfação com a grave crise econômica, e rapidamente se transformaram em um movimento de oposição aberta ao regime do aiatolá Ali Khamenei.
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