EUA: Governo investiga ONG de esquerda por financiar protesto violento na Universidade da Califórnia
Departamento de Justiça apura se entidade bancou confronto em evento do grupo conservador Turning Point em Berkeley
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu investigação sobre o papel de uma organização sem fins lucrativos no protesto violento ocorrido no campus da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
O confronto aconteceu na noite de segunda, 10, durante um evento do grupo conservador Turning Point USA.
A procuradora-geral Pam Bondi determinou a abertura de um inquérito antiterror para apurar se a ONG United for Equality and Affirmative Action Legal Defense Fund financiou ou coordenou as ações do grupo By Any Means Necessary, apontado como organizador do protesto.
A investigação será conduzida pela Divisão de Direitos Civis e pela força-tarefa de contraterrorismo do FBI.
A procuradora-assistente Harmeet Dhillon enviou uma notificação à universidade e à polícia do campus exigindo a preservação de registros sobre o caso.
Ela afirmou que a apuração busca identificar se houve tentativa de impedir o exercício da liberdade de expressão de estudantes e convidados do evento.
“O governo federal não permitirá que grupos violentos imponham um veto da plateia para silenciar opiniões conservadoras”, declarou Dhillon.
A Universidade da Califórnia informou que o evento reuniu cerca de 900 pessoas e ocorreu “sem interrupções significativas”. A direção acrescentou que “não há lugar para violência ou intimidação no campus” e confirmou cooperação com as autoridades federais.
Os panfletos de convocação para o protesto indicam relação direta entre o grupo By Any Means Necessary e a ONG investigada.
Metadados dos arquivos mostram que os documentos foram produzidos por um advogado ligado à entidade, registrada como instituição beneficente com isenção fiscal desde 2022.
O Departamento de Justiça avalia se o uso dessa estrutura jurídica violou restrições que proíbem atividades de natureza política ou violenta.
Para Bondi, “a investigação vai proteger o direito de todos os americanos à livre expressão, sem medo de intimidação ou violência”.
O protesto ocorreu dois meses após o assassinato de Charlie Kirk, fundador do Turning Point USA, morto a tiros em setembro durante um evento em Utah.
Desde então, os encontros do grupo passaram a funcionar também como homenagens ao seu líder.
A escalada de violência em campi universitários levou o governo federal a reforçar a fiscalização sobre ONGs envolvidas em manifestações políticas.
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