EUA emitem alerta máximo e pedem que americanos deixem Venezuela
Trump afirma que Estados Unidos capturaram Maduro e esposa após ataque
A Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela emitiu neste sábado, 3, um alerta máximo recomendando que cidadãos americanos não viajem ao país nem permaneçam em seu território.
O comunicado cita “alto risco de detenção injusta, tortura, terrorismo, sequestro, aplicação arbitrária das leis locais, criminalidade, distúrbios civis e infraestrutura sanitária deficiente”.
O alerta foi emitido no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ditador Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados após um ataque à Venezuela. Mais cedo, o governo venezuelano havia denunciado uma “agressão militar” americana após explosões em Caracas e outras regiões do país.
Segundo a representação diplomática, o aviso corresponde ao nível 4, o mais elevado no sistema do Departamento de Estado.
“O governo recomenda fortemente que todos os cidadãos americanos e residentes permanentes legais que estejam na Venezuela deixem o país imediatamente”, diz o texto.
A embaixada afirma que o ambiente é considerado extremamente perigoso para estrangeiros, em especial cidadãos dos EUA.
O comunicado ressalta que “Crimes violentos, como homicídios, roubos à mão armada, sequestros e furtos de veículos são comuns”, e que americanos já foram detidos por longos períodos sem notificação consular.
As autoridades americanas também alertam para a limitação da assistência diplomática. Com as operações da Embaixada dos EUA em Caracas suspensas desde março de 2019, cidadãos americanos devem buscar atendimento na sede diplomática em Bogotá.
“O governo dos Estados Unidos tem capacidade limitada para fornecer serviços de emergência a cidadãos americanos na Venezuela”, afirma o texto.
Além da violência, o alerta menciona problemas estruturais graves, como deficiências em serviços de saúde, infraestrutura e acesso a alimentos.
O comunicado também recorda que a Venezuela segue sob sanções impostas por Washington, que afetam órgãos do Estado e atores privados ligados ao governo.
Escalada militar e estado de emergência
Relatos de testemunhas ouvidas pela Reuters e imagens divulgadas nas redes sociais indicam explosões, aeronaves em voo baixo e colunas de fumaça em diferentes pontos da capital a partir da madrugada.
Moradores também relataram queda de energia no sul de Caracas, nas proximidades de uma base militar.
Nos últimos meses, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Caribe e já realizaram ataques contra quase 30 embarcações, com mais de cem mortos, segundo autoridades venezuelanas.
Washington afirma que as ações têm como alvo o narcotráfico, enquanto Caracas acusa os EUA de tentar derrubar o regime.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)