EUA aplicam sanções a membros do alto escalão do regime iraniano
Tesouro incluiu ministro do Interior e funcionários da ditadura teocrática em lista de sancionados
Os Estados Unidos impuseram nesta sexta-feira, 30, uma nova rodada de sanções contra altos funcionários iranianos em resposta ao massacre nos protestos contra o regime iraniano, que deixou milhares de mortos.
Foram sancionados pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês): o ministro do Interior, Eskandar Momeni Kalagari, responsável pela supervisão das forças de segurança envolvidas nas mortes e detenções de manifestantes pacíficos, e vários oficiais de alto escalão da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo Trump “continuará a visar as redes iranianas e as elites corruptas que se enriquecem às custas do povo iraniano”.
Segundo Bessent, “como ratos num navio afundando, o regime está transferindo freneticamente fundos roubados de famílias iranianas para bancos e instituições financeiras em todo o mundo”.
Empresas privadas
O Ofac também aplicou sanção contra o empresário Babak Morteza Zanjani , acusado de desviar bilhões de dólares em receitas petrolíferas e de atuar como intermediário financeiro do regime.
Além de Zanjani, duas corretoras de criptomoedas do Reino Unido – Zedcex e Zedxion – foram adicionadas à lista por processarem grandes volumes de fundos ligados à Guarda Revolucionária e por facilitarem a evasão de sanções americanas por meio de ativos digitais.
As sanções bloqueiam o acesso a bens e ativos financeiros nos Estados Unidos, restringem viagens ao país e proíbem empresas e cidadãos americanos de fazer negócios com os afetados, sob o risco de sofrerem medidas semelhantes.
Porta-aviões
O Irã afirma que três mil pessoas morreram nos protestos iniciados em dezembro do ano passado contra a crise econômica.
Entre as organizações de direitos humanos, o número de vítimas varia de seis mil a dez mil vítimas.
Em meio à tensão, os EUA enviaram o porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque no Oriente Médio.
O Irã, por sua vez, afirmou que qualquer intervenção americana desencadearia uma resposta militar contra todas as bases dos EUA na região.
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