“Estamos considerando algumas medidas muito fortes”, diz Trump sobre Irã
Presidente dos EUA afirmou que Teerã quer negociar; grupo de direitos humanos fala em quase 500 mortos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo, 11, que considera uma ação militar “muito forte” contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, no Irã, devido à violenta repressão aos manifestantes que protestam no país.
“Parece que algumas pessoas que não deveriam ter morrido foram mortas. Esses atos foram violentos. Se você os chama de líderes, não sei se são líderes ou se apenas governam pela violência, mas estamos analisando a situação com muita seriedade. Os militares estão investigando e estamos considerando algumas medidas muito fortes. Tomaremos uma decisão. Alguns manifestantes morreram no tumulto. Eram muitos, e alguns foram baleados. Receberemos um relatório completo? Estou recebendo informações a cada hora. E tomaremos uma decisão”, disse o republicano a jornalistas a bordo do Air Force One.
Trump disse ainda que o Irã propôs negociações.
“Acho que eles estão cansados de apanhar dos Estados Unidos”, disse ele. “O Irã quer negociar”, afirmou.
Diálogo aberto com os EUA
Teerã confirmou a informação nesta segunda-feira, 12.
“O canal de comunicação entre o nosso Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, e o enviado especial dos EUA [Steve Witkoff] está aberto e as mensagens são trocadas sempre que necessário”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei.
Segundo o porta-voz, os contatos permanecem abertos por meio da Suíça, o intermediário tradicional entre os dois países.
“Eles [os EUA] abordaram alguns casos, ideias foram levantadas e, em geral, (…) a República Islâmica é um país que nunca saiu da mesa de negociações”, continuou.
Para o Irã, no entanto, que as “mensagens contraditórias” dos EUA demonstram falta de seriedade e não eram convincentes.
Mortos em protestos
Sediado nos EUA, o grupo de direitos humanos HRANA disse ter verificado a morte de 490 manifestantes no Irã, além de 48 membros das forças de segurança.
O grupo diz ainda que mais de 10.600 pessoas foram presas no país desde 28 de dezembro, quando os protestos começaram.
O Irã não divulgou um número oficial de mortos.
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