Esse rótulo no mercado significa que o alimento contém subastância química

07.01.2026

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 05.01.2026 21:51 comentários
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Esse rótulo no mercado significa que o alimento contém subastância química

As evidências científicas indicam que, nas concentrações usadas pela indústria, o cloro é amplamente neutralizado durante o processamento

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Esse rótulo no mercado significa que o alimento contém subastância química
Esse rótulo no mercado significa que o alimento contém substância química - Créditos: depositphotos.com / gopixa

O frango com cloro nos Estados Unidos gira em torno do uso de soluções cloradas para higienizar carcaças de aves, prática permitida por órgãos reguladores como o USDA, mas vista com mais restrições em mercados como União Europeia e Reino Unido, que priorizam o resfriamento a ar.

O que é o frango com cloro no processamento industrial

O frango com cloro resulta de um método em que as aves abatidas passam por tanques de água gelada com compostos clorados em baixas concentrações.

Essa etapa busca reduzir microrganismos como Salmonella, Campylobacter e algumas cepas de E.coli, antes da embalagem final do produto.

O USDA considera esse banho clorado uma barreira adicional de proteção dentro do sistema de segurança alimentar.

O modelo pode gerar confiança excessiva na etapa final, em vez de reforçar o controle de contaminações desde a criação das aves até as linhas de abate e inspeção.

Esse rótulo no mercado significa que o alimento contém substância química
Esse rótulo no mercado significa que o alimento contém substância química – Créditos: depositphotos.com / artyooran.gmail.com

Frango com cloro faz mal à saúde

As evidências científicas indicam que, nas concentrações usadas pela indústria, o cloro é amplamente neutralizado durante o processamento, resultando em baixos resíduos na carne.

Estudos com animais expostos a níveis bem superiores aos encontrados em alimentos não identificaram danos relevantes ao sistema imunológico ou a órgãos internos.

Relatórios técnicos sugerem que seria necessário consumir quantidades irrealistas de frango para atingir níveis tóxicos de cloro.

Grupos sensíveis, como pessoas com irritações associadas ao cloro, tendem a ser mais expostos em piscinas e produtos de limpeza, não pela ingestão da carne, embora a preocupação com a qualidade geral do sistema produtivo permaneça.

Quais são as principais preocupações além do uso do cloro

Especialistas em saúde pública destacam que o maior risco não é apenas o resíduo químico, mas a possibilidade de o banho clorado mascarar falhas anteriores de higiene e bem-estar animal.

Se as aves chegam ao abatedouro com alta carga de patógenos, o desinfetante não elimina totalmente o problema, especialmente em biofilmes e estruturas mais protegidas.

Outro ponto é o comportamento do consumidor, que pode confiar demais na ideia de frango “desinfetado” e descuidar da manipulação doméstica.

Por isso, práticas simples na cozinha são decisivas para reduzir riscos de doenças transmitidas por alimentos:

  • Separar tábuas e utensílios para carne crua e outros alimentos.
  • Cozinhar o frango até que o centro alcance temperatura segura.
  • Manter a cadeia de frio, refrigerando ou congelando adequadamente.
  • Higienizar mãos, superfícies e facas após o manuseio.
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Esse rótulo no mercado significa que o alimento contém substância química – Créditos: depositphotos.com / monticello

Por que o frango resfriado a ar ganha espaço em outros mercados

Na União Europeia e no Reino Unido, o padrão é resfriar as carcaças com ar frio em túneis climatizados ou com sprays de ácidos considerados não tóxicos.

Esse modelo reduz a necessidade de banho químico, evita absorção de água e é associado a melhor textura, pele mais crocante e sabor mais pronunciado.

Por isso, rótulos com termos como “resfriado a ar” ou “air-chilled” são valorizados por consumidores que querem limitar o contato com soluções cloradas.

Mesmo em linhas orgânicas nos EUA, ainda pode haver uso de cloro, o que torna a leitura atenta das embalagens uma estratégia importante de escolha.

Quais alternativas existem ao frango com cloro e como o consumidor pode agir

Alternativas ao frango com cloro incluem programas de prevenção de patógenos ao longo de toda a cadeia produtiva, como vacinação nas granjas, controle de biossegurança e formulação de rações específicas.

Na Europa, o uso de desinfetantes na etapa final atua como complemento, e não como principal barreira de segurança.

Para o consumidor, além de observar o método de resfriamento indicado no rótulo, é fundamental combinar boa escolha do produto com manuseio correto na cozinha.

Assim, diferentes modelos de produção e processamento podem oferecer frango seguro, desde que integrados a práticas rigorosas de higiene em toda a cadeia.

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