Essa medida vai deixar os aeroportos entupidos de passageiros
O novo Sistema Eletrônico de Segurança (EES) está a transformar o controlo de fronteiras e aeroportos
O novo Sistema Eletrônico de Segurança (EES) está a transformar o controlo de fronteiras e aeroportos no Espaço Schengen, substituindo o carimbo manual por um registo digital rigoroso, o que aumenta a segurança e a rastreabilidade, mas também levanta preocupações sobre atrasos em períodos de maior fluxo, especialmente em aeroportos com recursos limitados.
O que é o Sistema Eletrônico de Segurança
O EES é uma base de dados europeia que regista entradas e saídas de cidadãos de países terceiros no Espaço Schengen. Em vez do simples carimbo, o sistema recolhe dados biográficos, de contacto, biométricos e datas de passagem.
Na prática, o EES funciona como um “histórico de fronteira” digital, facilitando a identificação de estadias irregulares e reduzindo riscos de perda ou manipulação de documentos.
A informação fica centralizada numa infraestrutura eletrônica comum aos países participantes.
Como o EES muda a experiência de viagem nos aeroportos
Cada passageiro de país terceiro precisa, na primeira entrada, de um registo completo no EES, incluindo recolha de impressões digitais e, em muitos casos, fotografia facial.
Este procedimento inicial é mais demorado do que o carimbo manual, afetando o ritmo do controlo fronteiriço.
Organizações como ACI Europe, A4E e IATA alertam para tempos de espera mais longos, sobretudo em aeroportos com falta de pessoal e elevada pressão de passageiros.
Em períodos de pico, pequenas falhas técnicas podem rapidamente gerar filas extensas.
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Quais são os principais impactos do EES em diferentes aeroportos
O impacto do EES varia conforme a dimensão, a infraestrutura e o nível de preparação tecnológica de cada aeroporto.
A diferença de recursos pode traduzir-se em experiências muito distintas para os viajantes de países terceiros.
- Primeira passagem: registo completo no EES, geralmente mais demorado.
- Passagens seguintes: controlo mais rápido, usando dados já armazenados.
- Aeroportos grandes: tendem a absorver melhor o novo fluxo, com mais equipamentos e agentes.
- Aeroportos menores: maior risco de filas longas por falta de recursos e capacidade de adaptação.
Por que o EES preocupa mais no verão europeu
A implementação progressiva do EES coincide com a época alta do turismo, marcada por mais voos, férias escolares e grande movimento em destinos europeus. Esse cenário aumenta o risco de saturação nos controlos de fronteira.
Entre os fatores críticos estão a falta de pessoal especializado, a integração incompleta de sistemas biométricos, a necessidade de formação das equipas e os picos concentrados em meses como julho e agosto, que amplificam qualquer atraso operacional.
Que medidas podem reduzir atrasos e problemas com o EES
Governos, gestores aeroportuários e companhias aéreas discutem soluções para mitigar impactos, como mecanismos de exceção em situações de saturação.
Em casos críticos, alguns Estados podem reduzir temporariamente o uso pleno do EES para evitar colapsos nas filas.
O reforço de agentes de fronteira, o investimento em tecnologia biométrica mais rápida e a integração com sistemas já existentes são vistos como essenciais.
Com o tempo, e após o primeiro registo dos viajantes, o fluxo tende a tornar-se mais previsível, desde que haja ajustes contínuos na gestão e comunicação com os passageiros.
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