Enquanto o Hamas executa palestinos, Greta acusa israelenses
Governo israelense rebate ativista sueca e nega maus-tratos em custódia após operação de flotilha humanitária em Gaza
A ativista sueca Greta Thunberg disse ter sofrido agressão, tortura e maus-tratos de agentes israelenses durante o período em que esteve sob custódia. A detenção ocorreu no início de outubro, após a interceptação da flotilha Global Sumud Flotilla (GSF), em missão de entrega de ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
A embarcação tentava romper o bloqueio naval imposto por Israel à região. Greta relatou a um jornal de seu país que foi submetida a violência e privação de itens básicos. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores de Israel negou as denúncias, classificando as alegações como “mentiras descaradas”.
“Espancada, chutada, ameaçada”
Greta Thunberg detalhou o tratamento recebido ao jornal sueco Aftonbladet. Ela afirmou ter sido “espancada, chutada, privada de água e ameaçada com gás”.
A ativista também relatou ter presenciado um ambiente de humilhação na prisão: “Vi cerca de 50 pessoas ajoelhadas com as mãos algemadas e a testa encostada no chão. Eles me levaram para o outro lado e começaram a me bater e chutar”.
A sueca descreveu as instalações prisionais como um cenário “distópico”. Disse ter implorado por água enquanto estava sob calor intenso, cerca de 40 °C. Segundo o relato, os guardas riam enquanto faziam ameaças. Thunberg ainda acusou os agentes de vandalizar sua bagagem com símbolos e insultos religiosos.
Israel responde
O governo israelense contesta veementemente as alegações da ativista sobre o período de detenção. O Ministério das Relações Exteriores de Israel emitiu uma declaração enviada ao jornal The Telegraph.
Na nota, a chancelaria sustentou que “as alegações sobre maus-tratos a Greta Thunberg e outros detidos da flotilha Hamas-Sumud são completamente falsas. Greta também não apresentou nenhuma queixa formal às autoridades israelenses”.
Thunberg foi deportada de Israel em 6 de outubro. A interceptação da flotilha ocorreu a aproximadamente 160 km da costa de Gaza. O governo israelense garantiu que todos os passageiros foram transferidos com segurança para um porto.
Enquanto isso…
Enquanto Greta acusa israelenses de tortura e maus-tratos, um vídeo que mostra terroristas do Hamas executando oito palestinos em uma praça no bairro de Al Sabra, no oeste da Faixa de Gaza, foi divulgado no X pelo perfil Gaza Report, que monitora relatos locais e publicações de moradores e membros de grupos armadas.
Até agora, Greta Thumberg não se manifestou sobre o “incidente”.
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