Eleições no Chile: Jeannette Jara e José Antonio Kast vão para o 2º turno
Segundo turno será realizado em 14 de dezembro
A comunista Jeannete Jara, apoiada pelo presidente Gabriel Boric, e o líder do Partido Republicano, José Antonio Kast (foto), vão disputar o segundo turno da eleição presidencial chilena em 14 de dezembro.
Com 99,9% das urnas apuradas, a candidata do Partido Comunista obteve 26,58% dos votos, ante 24,32% do representante da “nova direita” chilena.
Franco Parisi, do PDG, ficou em terceiro lugar, com 19,71% dos votos, seguido por Johannes Kaiser (PNL), com 13,94%; Evelin Matthei (UDI), 12,46%; Harold Mayne-Nicholls (IND), 1,26%; Marco Enríquez Ominami (IND), 1,20%; e Eduardo Artés (IND), 0,66%.
Após a consolidação do resultado, Boric parabenizou Jeannette Jara e José Antonio Kast no X.
“Parabenizo Jeannette Jara e José Antonio Kast por avançarem para o segundo turno. No próximo domingo, 14 de dezembro, o Chile elegerá seu próximo presidente, que guiará a nação pelos próximos quatro anos. Esta decisão fundamental se baseia na consciência e no voto livre e informado de cada um de vocês.
A pátria, a história e o destino comum que nos definem são forjados dia após dia, na democracia, hoje, amanhã e sempre.”
Apoio
Primeira a reconhecer a derrota e representante da “direita tradicional”, Evelyn Matthei pediu que que seus eleitores “apoiem o candidato Kast no segundo turno, basicamente porque é extremamente importante que este governo não continue no poder”.
“Temos muitos problemas: problemas com a segurança, a economia, o desemprego, um orçamento completamente sem verba e um fluxo migratório absolutamente descontrolado. Portanto, é crucial que haja uma mudança drástica de rumo no governo”, disse.
O libertário Johannes Kaiser também declarou apoio a Kast.
“Reconhecemos a vitória de José Antonio Kast, que acaba de avançar para a próxima fase, e apoiaremos sua candidatura na segunda fase”, afirmou.
Terceiro colocado, Franco Parisi, ainda não se comprometeu com nenhum candidato.
“Não dou carta branca a ninguém, isso é desrespeitoso. Tenho más notícias para os candidatos: conquistem os votos. Preciso de gestos da parte deles. O PDG não precisa de favores”, disse.
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