Ele saiu de paciente pobre na Etiópia a cirurgião no Mayo Clinic

17.01.2026

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Ele saiu de paciente pobre na Etiópia a cirurgião no Mayo Clinic

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4 minutos de leitura 16.01.2026 20:22 comentários
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Ele saiu de paciente pobre na Etiópia a cirurgião no Mayo Clinic

Nascido em uma vila pobre da Etiópia sem luz nem água encanada, Mesfin Yana enfrentou uma doença reumática grave no coração

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Ele saiu de paciente pobre na Etiópia a cirurgião no Mayo Clinic
Ele saiu de paciente pobre na Etiópia a cirurgião no Mayo Clinic - Créditos: depositphotos.com / surachetkhamsuk

Nascido em uma vila pobre da Etiópia sem luz nem água encanada, Mesfin Yana enfrentou uma doença reumática grave no coração, passou por duas cirurgias cardíacas nos Estados Unidos e hoje atua como perfusionista em um grande hospital, ajudando também em missões médicas em seu país de origem.

Infância de Mesfin Yana na Etiópia

Mesfin cresceu em um ambiente simples, cercado pelo afeto da família e da comunidade, mas sem acesso a serviços básicos de saúde.

Uma tosse persistente, inicialmente vista como algo comum, evoluiu para uma doença reumática que comprometeu seriamente seu coração.

Sem tratamento adequado na vila, ele foi levado à capital Addis Ababa em busca de ajuda.

Lá, recebeu apoio de uma missão religiosa que atendia pessoas em situação de vulnerabilidade e acabou conhecendo um médico estrangeiro decisivo em sua trajetória.

Ele saiu de paciente pobre na Etiópia a cirurgião no Mayo Clinic
Ele saiu de paciente pobre na Etiópia a cirurgião no Mayo Clinic – Créditos: Allen Dollar

Conexão entre Etiópia e Estados Unidos no tratamento cardíaco

Em Addis Ababa, Mesfin foi atendido pelo médico americano Rick Hodes, conhecido por tratar crianças etíopes com doenças cardíacas graves.

Por meio de parcerias internacionais e arrecadação de recursos, Hodes o incluiu em um programa que viabilizou cirurgia de coração aberto em Atlanta.

No Piedmont Heart Institute, o cirurgião cardiotorácico Jim Kauten reparou a válvula mitral, e Mesfin foi acolhido por uma família anfitriã durante a recuperação.

Esse apoio mostrou como a cooperação internacional pode transformar o acesso de um paciente pobre a cuidados de alta complexidade.

Mudanças após as cirurgias cardíacas

Durante a reabilitação, um procedimento odontológico de rotina desencadeou endocardite, agravando o quadro de saúde.

De volta à Etiópia, Rick Hodes novamente mobilizou contatos e organizou nova viagem aos Estados Unidos, onde a equipe optou por substituir a válvula por uma prótese mecânica.

O uso contínuo de anticoagulantes exigia acompanhamento médico frequente, inviável na Etiópia. Assim, a permanência de Mesfin nos Estados Unidos tornou-se essencial.

O cardiologista Allen Dollar passou a acompanhá-lo clinicamente e o acolheu em casa, oferecendo base familiar e estabilidade para retomar os estudos.

Formação e atuação profissional em saúde

Reabilitado, Mesfin estudou na área da saúde, em especial na Georgia State University, preparando-se para atuar em ambientes hospitalares complexos.

No contexto acadêmico, conheceu Lyerusalem, com quem formou família e teve dois filhos, estabelecendo raízes nos Estados Unidos.

Buscando especialização, formou-se perfusionista no Texas Heart Institute e foi contratado pela Mayo Clinic, em Minnesota. Sua atuação reúne experiência técnica e vivência pessoal:

  • Formação técnica: estudo intensivo em perfusão cardiovascular;
  • Atuação clínica: operação da máquina coração-pulmão em cirurgias de peito aberto;
  • Vivência multicultural: trabalho em equipes internacionais de cirurgia cardíaca;
  • Experiência como ex-paciente: compreensão concreta das necessidades de quem passa por cirurgias complexas.

Participação de Mesfin Yana em missões médicas na Etiópia

Mesmo estabelecido nos Estados Unidos, Mesfin manteve forte vínculo com a Etiópia. Em parceria com a organização Heart Attack Ethiopia, integra missões cirúrgicas que levam tratamento cardíaco a crianças e adultos sem acesso a serviços especializados.

Fluente em amárico e familiarizado com a realidade local, ele atua como perfusionista e mediador cultural, facilitando a comunicação entre equipes estrangeiras e pacientes.

Hoje, vive com a família nos Estados Unidos, conciliando o trabalho em um grande centro médico com viagens periódicas ao seu país natal para ações humanitárias.

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