“Dia triste para aqueles que procuram a verdadeira paz”
Presidente de Israel critica reconhecimento do Estado da Palestina por países ocidentais
O presidente de Israel, Isaac Herzog (foto), afirmou nesta domingo, 21, que o reconhecimento do Estado da Palestina pelos países ocidentais é “um dia triste para aqueles que procuram a verdadeira paz”. Segundo ele, “isto não ajudará nenhum palestino, não libertará nenhum refém e não nos ajudará a chegar a um acordo entre israelitas e palestinianos. Isto só fortalecerá as forças das trevas”.
Herzog acrescentou que, após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, o gesto “não é surpreendente, sendo bem recebido pelo Hamas, que continua a sua campanha de terror e mantém 48 reféns em túneis e celas em Gaza”.
O reconhecimento do Estado da Palestina, como mostramos, foi formalizado hoje pelo Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal.
O Hamas celebrou a decisão como “um passo relevante para afirmar o direito do povo palestiniano à sua terra e aos seus locais sagrados, bem como para estabelecer o seu Estado independente com Jerusalém como capital”.
“Recompensa ao terror”
Mais cedo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também criticou a decisão, e afirmou que se trata de “uma enorme recompensa ao terror” e advertiu que “não haverá um Estado palestino”.
“Tenho uma mensagem clara para os líderes que reconhecem um Estado palestino após o horrível massacre de 7 de outubro — vocês estão oferecendo uma enorme recompensa ao terror”, disse o premiê em vídeo.
“Isso não vai acontecer”, disse. “Um Estado palestino não será estabelecido a oeste do Jordão”.
A iniciativa ocorre na véspera de uma conferência promovida pela França e Arábia Saudita sobre a solução de dois Estados, no âmbito da 80.ª Assembleia-Geral da ONU, na qual o presidente francês, Emmanuel Macron, também anunciará o reconhecimento do Estado palestino.
ONU aprova resolução
A ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou em 12 de setembro uma resolução que defende a criação de dois Estados como solução para o conflito entre Israel e Palestina.
O texto, proposto pela França e Arábia Saudita, exclui a participação do grupo terrorista Hamas.
“No contexto da finalização da guerra em Gaza, o Hamas deve deixar de exercer sua autoridade sobre a Faixa de Gaza e entregar suas armas à Autoridade Palestina, com o apoio e a colaboração da comunidade internacional, conforme o objetivo de um Estado palestino soberano e independente”, diz trecho da resolução.
A proposta foi aprovada por 142 países, com 10 votos contrários e 12 abstenções. Entre os que votaram contra estão os Estados Unidos e Israel.
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Comentários (1)
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
21.09.2025 20:03Se Israel não tivesse obstruído a criação de um estado palestino durante todo esse tempo, esses terroristas não teriam apelo junto à parte da comunidade palestina e árabe em geral, nem condições de fazer o que fizeram.