Cuba sofre quarto apagão em menos de um ano
A ilha enfrenta uma crise energética crônica, com infraestrutura deteriorada e escassez de recursos, impactando milhões de residentes
A rede elétrica nacional de Cuba sofreu um colapso total na manhã desta quarta-feira, 10. Este é o quarto incidente generalizado de falta de energia em menos de um ano, mergulhando aproximadamente 10 milhões de moradores de toda a ilha na escuridão.
O Ministério de Energia e a União Nacional de Eletricidade confirmaram o evento, que teve início às 9h14 no horário local (10h14 em Brasília).
As autoridades iniciaram investigações para determinar as causas da interrupção. A situação reflete a grave crise energética que atinge o país há mais de um ano, agravada pela infraestrutura elétrica deficiente e pela dificuldade de acesso a combustíveis essenciais.
A crise energética persistente na ilha
No final da tarde, o fornecimento de energia começou a ser restabelecido para setores considerados essenciais, como hospitais, aeroportos e estações de tratamento de água.
O sistema depende de oito termelétricas antiquadas e de geradores distribuídos pelo território. Esses equipamentos requerem combustível, um recurso escasso na nação. A rede de transmissão também apresenta desgaste.
A escassez de energia se intensificou durante o verão, período em que a demanda por eletricidade aumenta devido às altas temperaturas. Apagões programados foram estendidos, afetando até mesmo Havana, área que anteriormente experimentava cortes menos prolongados.
Dados oficiais indicam que, em agosto, as interrupções diárias alcançaram uma média de quase 15 horas, enquanto em julho, essa média foi de 16 horas em todo o país. O declínio nas importações de petróleo de parceiros como Venezuela, Rússia e México no ano anterior agravou a situação das usinas termelétricas movidas a óleo, contribuindo para a crise.
O paraíso comunista não é bem um paraíso
Além dos desafios elétricos, a população cubana enfrenta uma escassez de alimentos e outros bens de consumo. A carência de medicamentos também tem sido uma preocupação. A dona de casa Alina Gutiérrez, de 62 anos, expressou a exaustão com a situação: “Não há trégua neste país, quando menos se espera, fica-se na escuridão”.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
10.09.2025 18:46Flora Gil deveria ir para lá. Ela está precisando conhecer um pouco mais das maravilhas de se viver num país ditatorial disfarçado de socialista. Aliás leva o Chico Buarque e o Padre Júlio Lancaleite para lá também.