Crusoé: Díaz-Canel rejeita negociações com EUA sobre rendição
Ditador cubano afirmou que diálogo trata apenas de questões "técnicas"; Trump fez alerta sobre petróleo após queda de Maduro
O ditador cubano Miguel Díaz-Canel (foto) negou haver “conversas com o governo dos Estados Unidos” sobre uma eventual rendição do regime.
No domingo, 11, o presidente Donald Trump afirmou que a ilha deixará de ter acesso ao petróleo e a qualquer apoio da Venezuela.
Em uma sequência de postagens no X, Díaz-Canel afirmou que Cuba sempre estará disposta a dialogar com os “diferentes governos dos Estados Unidos”, desde que não haja interferência externa.
“Não existem conversas com o governo de EE.UU, salvo contatos técnicos no âmbito migratório. Sempre teremos uma disposição para manter um diálogo sério e responsável com os diferentes governos de EE.UU, incluindo o atual, sobre bases de igualdade soberana, respeito mútuo, princípios de Direito Internacional, benefício recíproco… sem interferência em assuntos internos e com pleno respeito à nossa independência.”
O ditador também que as sanções e bloqueios impostos pelos EUA“não têm relação com os cubanos residentes nos EUA”, que, segundo ele, “foram para lá forçados por essa política fracassada e pelos privilégios da Lei de Ajuste Cubano.”
“Eles são agora vítimas da mudança nas políticas para os migrantes e da traição dos políticos de Miami. Existem acordos migratórios bilaterais em vigor que Cuba cumpre escrupulosamente. Como mostra a história, as relações entre EE.UU e Cuba, para que avancem, devem basear-se no Direito Internacional em vez da hostilidade, da ameaça e da coerção econômica”, concluiu.
Petróleo
Trump disse que Cuba deixaria de ter acesso ao petróleo venezuelano e a qualquer investimento oriundo do país sul-americano.
Em publicação na rede Truth Social, afirmou que “NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO OU DINHEIRO INDO PARA CUBA – ZERO!” e sugeriu novamente que Havana “faça um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS”.
O presidente americano disse ainda que a Venezuela não precisa mais da segurança cubana, pois agora contaria com a proteção dos Estados Unidos.
Segundo ele, a relação entre Caracas e Havana se baseava em uma troca de petróleo por “Serviços de Segurança”.
O chanceler cubano…
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