Crusoé: Apagão digital em meio a protestos no Irã
Manifestantes reclamam desde 28 de dezembro da hiperinflação e do colapso da moeda iraniana
A NetBlocks, organização global de monitoramento da conectividade global, registrou nesta quinta-feira, 8, falhas em massa no serviço de internet do Irã.
O apagão acontece em meio ao avanço dos protestos que começaram em 28 de dezembro contra a hiperinflação e o colapso da moeda nacional.
“Métricas ao vivo mostram que o Irã está agora em meio a um apagão nacional da internet; o incidente segue uma série de medidas crescentes de censura digital visando protestos em todo o país e prejudica o direito do público de se comunicar em um momento crítico”, publicou a NetBlocks no X.
A ONG Iran Human Rights, sediada na Noruega, afirmou que pelo menos 45 manifestantes, incluindo oito jovens com menos de 18 anos, foram mortos nos primeiros doze dias da nova onda de protestos no Irã.
Pelo menos 13 deles foram mortos na quarta, 7.
O número de pessoas detidas pelos protestos ultrapassou os 2 mil, segundo a ONG.
“As provas mostram que o âmbito da repressão está a tornar-se cada vez mais violento e extenso. As Nações Unidas e a comunidade internacional têm a responsabilidade de agir decisivamente, no âmbito do direito internacional, para impedir o assassinato em massa de manifestantes”, disse o diretor do IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam.
A mídia iraniana fala em cerca de 21 mortos, incluindo de membros das forças de segurança, desde que os protestos começaram.
A ameaça de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou na sexta-feira, 2, intervir caso o regime iraniano continue repreendendo com violência os “manifestantes pacíficos”.
“Se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, como é seu costume, os Estados Unidos da América virão em seu auxílio. Estamos prontos para agir”, escreveu o presidente americano na rede Truth Social.
Protestos no Irã
Os protestos atuais são os maiores no Irã desde 2022, quando milhares de manifestantes foram às ruas em reação à morte de Mahsa Amini, de 22 anos, que estava sob custódia policial.
Desta vez, a mobilização começou quando comerciantes de Teerã suspenderam atividades contra a hiperinflação. A insatisfação se estendeu para o ambiente acadêmico em universidades e outras divisões administrativas iranianas.
O Centro de Estatísticas indicou que os preços subiram 52% em dezembro…
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