Cristina Kirchner é internada e passa por cirurgia
Ex-presidente da Argentina cumpre prisão domiciliar e deixou residência com autorização judicial
A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner (foto) foi levada às pressas neste sábado, 20, ao sanatório Otamendi, em Buenos Aires, onde passou por uma cirurgia de urgência para tratar um quadro de apendicite.
Kirchner cumpre prisão domiciliar há seis meses, após condenação por corrupção, e deixou sua residência com autorização judicial. A intervenção ocorreu sem complicações e foi concluída às 21h30.
Segundo o Clarín, a ex-mandatária, de 72 anos, foi inicialmente avaliada em casa por uma equipe médica. Diante do quadro clínico, os profissionais decidiram por “uma avaliação mais aprofundada no sanatório”, onde ela costuma ser atendida.
Os porta-vozes de Cristina informaram que não haverá atualizações diretas à imprensa e que “qualquer novidade será comunicada por meio de boletins médicos da instituição”.
A internação marcou a primeira saída de Kirchner de seu apartamento desde o início do cumprimento da prisão domiciliar, em junho.
Cirurgia e diagnóstico
De acordo com o jornal La Nación, ao dar entrada no hospital, os médicos diagnosticaram “apendicite com peritonite localizada”. A cirurgia ocorreu poucas horas depois da internação.
Em nota enviada à imprensa, o sanatório informou:
“Informamos que a Dra. Cristina Fernández de Kirchner deu entrada em nossa instituição apresentando dores abdominais compatíveis com síndrome apendicular aguda. O diagnóstico foi confirmado pelos exames correspondentes. A paciente foi submetida, durante a tarde, a uma cirurgia laparoscópica, que confirmou o diagnóstico de apendicite com peritonite localizada, evoluindo até o momento sem complicações pós-operatórias.”
Após a divulgação da internação, apoiadores da ex-presidente se reuniram em frente ao hospital.
Cristina Kirchner foi condenada em junho a seis anos de prisão por corrupção. Por causa da idade, a Justiça autorizou o cumprimento da pena em regime domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, em um apartamento em um bairro central da capital argentina.
Além da condenação já imposta, a ex-presidente enfrenta desde novembro um novo julgamento por corrupção, que pode ampliar o tempo de pena.
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