Conselho Nacional do Equador rejeita denúncia de fraude na eleição
Órgão rechaçou narrativa de candidata de esquerda derrotada por Noboa
O Conselho Nacional do Equador (CNE) rejeitou nesta terça-feira, 15, a denúncia da candidata opositora Luisa González sobre uma suposta fraude no resultado do segundo turno das eleições que garantiu a reeleição do presidente Daniel Noboa.
Segundo o CNE, a ‘afilhada política’ do ex-presidente socialista Rafael Correa não formalizou uma denúncia.
“Como podemos falar em fraude quando as duas organizações [de González e Noboa] tiveram a grande oportunidade de que o processo fosse vigiado por eles?
Até o fim do dia de hoje não há uma única petição em nível nacional para que uma ata seja revisada”, disse a titular do órgão, Diana Ataimant.
E prosseguiu:
“Nós não podemos dar ouvidos àquilo porque estamos demonstrando com documentos”, afirmou.
Com mais de 94% dos votos apurados, dados divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral do Equador confirmaram a vitória de Noboa, que conquistou 56% dos votos válidos, ante 44% da representante da esquerda.
Observadores internacionais
O chefe da missão de observadores eleitorais da União Europeia (UE), Gabriel Mato, rejeitou a hipótese de fraude.
Segundo o observador, foram identificados “desequilíbrios”, porém, sem potencial para interferir no resultado.
“Esse desequilíbrio poderia justificar colocar em dúvida o resultado eleitoral? Do meu ponto de vista, de nenhuma maneira”, continuou.
Cerca de cem representantes de 25 países estão há meses no país sul-americano para atestar a idoneidade da eleição.
Uma missão da OEA (Organização dos Estados Americanos) também publicou um informe parcial, no qual afirma não ter identificado sinais de fraude.
No entanto, o grupo criticou a decisão do governo de decretar estado de emergência em sete das 24 províncias do país, além da capital Quito e o sistema penitenciário nacional, por um período de 60 dias.
Fraude?
A candidatada de Rafael Correa, Luisa González, não reconheceu a vitória de seu oponente.
Ela pediu apuração do resultado e recontagem.
“Vamos pedir recontagem e a reabertura das urnas. Testemunhamos como o abuso de poder nunca cessou, usando o Conselho Nacional Eleitoral para fazer o que bem entende e atropelar a democracia”, disse Luisa.
A presidente do CNE afirmou que é preciso “rejeitar firmemente a narrativa de fraude”.
“As acusações infundadas não só prejudicam esta instituição, mas também a confiança na nossa própria democracia”, continuou Atamaint.
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