Cientistas ficam perplexos ao desenterrarem esqueleto de mamute de 10 mil anos

17.01.2026

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Cientistas ficam perplexos ao desenterrarem esqueleto de mamute de 10 mil anos

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 16.01.2026 19:23 comentários
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Cientistas ficam perplexos ao desenterrarem esqueleto de mamute de 10 mil anos

O mamute-lanoso é um grande mamífero do Pleistoceno que conviveu com os primeiros humanos modernos na Europa, Ásia e América do Norte.

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Cientistas ficam perplexos ao desenterrarem esqueleto de mamute de 10 mil anos
Cientistas ficam perplexos ao desenterrarem esqueleto de mamute de 10 mil anos - Créditos: depositphotos.com / Pixelchaos

Restos de um mamute-lanoso, incluindo parte do crânio, várias costelas e ossos da parte dianteira ainda com tecidos moles preservados, foram encontrados na península de Yamal, no extremo norte da Rússia, em uma área remota acima do Círculo Polar Ártico.

Importância científica dos fósseis de mamute-lanoso

O mamute-lanoso é um grande mamífero do Pleistoceno que conviveu com os primeiros humanos modernos na Europa, Ásia e América do Norte.

Por isso, seus fósseis ajudam a investigar tanto a biologia da espécie quanto possíveis interações com grupos de caçadores pré-históricos.

Esses restos também funcionam como indicadores de mudanças ambientais e climáticas, pois sua distribuição e desaparecimento se relacionam a alterações na vegetação e nas temperaturas globais.

Assim, cada novo achado contribui para reconstruir a história do Ártico durante a Idade do Gelo.

Cientistas ficam perplexos ao desenterrarem esqueleto de mamute de 10 mil anos
Cientistas ficam perplexos ao desenterrarem esqueleto de mamute de 10 mil anos – Créditos: depositphotos.com / auntspray

Preservação em permafrost e aquecimento do Ártico

A preservação parcial dos mamutes-lanosos está ligada ao permafrost, solo permanentemente congelado que manteve ossos, presas e tecidos moles selados por milênios.

Com o aquecimento acelerado do Ártico, esse solo começa a derreter, expondo estruturas antes inacessíveis.

Esse processo tem revelado não só mamutes, mas também rinocerontes-lanosos e até filhotes de cães pré-históricos, alguns com dezenas de milhares de anos.

Ao mesmo tempo, o degelo rápido traz riscos de degradação dos fósseis e impacto ambiental nas regiões polares.

Como surgem e são encontrados novos fósseis no Ártico

O derretimento do permafrost e a erosão em áreas remotas criam condições para que ossos aflorem naturalmente à superfície.

Comunidades locais e pesquisadores atuam juntos para localizar, registrar e resgatar esse material antes que seja destruído.

Nesse contexto, diversos processos físicos da paisagem ajudam a expor os fósseis, enquanto a participação de moradores é essencial para os primeiros alertas às equipes científicas:

  • Derretimento do permafrost expõe camadas antes inacessíveis do solo.
  • Fósseis aparecem em margens de rios, encostas e zonas de erosão.
  • Pastores, caçadores e moradores locais costumam fazer os primeiros achados.
  • Cientistas são chamados para escavar, catalogar e analisar o material encontrado.
Cientistas ficam perplexos ao desenterrarem esqueleto de mamute de 10 mil anos
Cientistas ficam perplexos ao desenterrarem esqueleto de mamute de 10 mil anos – Divulgação/Governo de Yamalo-Nenets

Informações obtidas a partir de ossos e tecidos moles

Quando restos de mamute-lanoso são identificados, os pesquisadores analisam crânio, mandíbula, costelas, vértebras e membros para estimar tamanho, peso e idade do animal.

Em Yamal, ainda se vasculha o entorno em busca de mais ossos que permitam avaliar o quão completo está o esqueleto.

A descoberta de tecidos moles, como pele e músculos, é especialmente valiosa, pois possibilita estudos de DNA antigo, isótopos químicos, micro-organismos e adaptações ao frio extremo, como a espessa camada de gordura subcutânea típica desses grandes herbívoros árticos.

Tecnologias e futuras pesquisas sobre mamute-lanoso

Os estudos sobre mamutes-lanosos combinam escavações tradicionais com mapeamento por satélite, drones e métodos geofísicos para localizar novos sítios fossilíferos em regiões remotas como Yamal.

A prioridade é resgatar e conservar rapidamente ossos e tecidos expostos pelas mudanças climáticas.

Em paralelo, análises genéticas comparam o DNA desses animais com o de elefantes atuais, permitindo explorar parentescos, rotas migratórias e diversidade populacional ao longo do tempo, além de fornecer dados sobre como a espécie se adaptou ao frio e quando desapareceu do Ártico.

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