CIA está autorizada a derrubar Maduro na Venezuela, segundo New York Times
Forças Armadas americanas reforçam posição no Caribe e receio em Caracas aumenta
O governo de Donald Trump concedeu autorização formal à CIA (Agência Central de Inteligência) para executar operações secretas e potencialmente letais dentro da Venezuela, visando a deposição do ditador Nicolás Maduro. A permissão foi noticiada nesta quarta-feira, 15, pelo The New York Times. Se confirmada, a agência poderia atuar de modo unilateral ou em conjunto com uma operação militar de grande porte.
A reportagem indica que a decisão correspondeao fim dos esforços diplomáticos com a liderança venezuelana, depois de a Casa Branca avaliar que houve pouco avanço nas negociações. Os Estados Unidos chegaram a recusar uma proposta de acordo que lhes garantiria participação na indústria petrolífera da Venezuela, país que possui as maiores reservas de óleo do planeta.
A Venezuela tem demonstrado preocupação com a possibilidade de uma invasão, um cenário considerado extremo pelo governo em Caracas.
Tensão no mar do Caribe
Nos últimos meses, a administração americana ampliou sua presença militar na região do Caribe. Atualmente, o país mantém mobilizados mais de dez mil militares, além de oito navios de guerra e um submarino. Este poderio bélico mobilizado supera o total das forças armadas da Venezuela.
O New York Times aponta que, além das operações secretas, o governo americano considera a possibilidade de autorizar ataques aéreos e bombardeios diretamente em território venezuelano. Tal ação estabeleceria um estado de conflito aberto contra a nação.
Contudo, essa medida pode enfrentar impedimentos legais. A Constituição dos EUA estabelece que apenas o Congresso possui o poder de declarar guerra, o que exigiria apoio do Partido Democrata.
Existe amparo legal?
Para contornar as questões jurídicas, a Casa Branca busca justificar as ações contra a Venezuela como parte de uma campanha de combate ao narcotráfico. Recentemente, o governo notificou o Congresso formalmente de que os EUA estariam “em situação de conflito armado” com grupos de narcotraficantes latino-americanos.
Essa notificação permitiria que ataques fossem executados de forma unilateral, mesmo em contextos onde as forças americanas não estão sob ameaça, como os que resultaram na morte de 27 pessoas em águas internacionais próximas à Venezuela.
A pressão é intensificada pela alegação de que Maduro seria o líder do chamado Cartel de los Soles, uma organização cuja existência é contestada por especialistas. Também é sustentado que o líder venezuelano teria conexões com a facção Tren de Aragua.
Relatórios da inteligência americana, no entanto, questionam a hipótese da ligação de Maduro com o Tren de Aragua. Adicionalmente, em agosto, o Departamento de Justiça dos EUA dobrou a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro.
A recompensa oferecida alcança US$ 50 milhões (equivalente a R$ 272 milhões). O governo americano classifica Maduro como um dos maiores narcotraficantes internacionais e como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos.
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Comentários (4)
Marian
15.10.2025 19:42Chega de sofrimento para o povo Venezuelano. Excelente notícia.
Marcia Elizabeth Brunetti
15.10.2025 18:24Não sou estudiosa em relações internacionais, mas espero que se encontre uma forma legal de acabar com a ditadura conduzida por Maduro. O povo está sofrendo e isso é importante demais.
Otreblig50
15.10.2025 18:03DORMINDO !!!
Otreblig50
15.10.2025 18:02Deixa eu ver se entendi !!!! O trump noticiou MUNDIALMENTE que a CIA vai realizar intervenções SECRETAS na Venezuela !!!! É isso mesmo ??? Deve ser tipo assim: O Ancelotti vai treinar jogadas novas, exclusivas, super posicionamentos modernos e mirabolantes, " nunca antes vistos na Amarelinha ". Daí convida todas as seleções adversárias prá assistir o treinamento. Só rindo né ??? E os venezuelanos vão estar