Chega apresenta projeto para barrar Moraes em Portugal
Partido afirma que o Brasil vive uma "emergência democrática" e aponta suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro
O partido de oposição Chega apresentou um projeto na Assembleia da República para impedir a entrada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Portugal.
No texto, a legenda afirma que o Brasil vive uma “emergência democrática” e alega que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é vítima de uma “perseguição judicial”.
O Chega sugere que o país siga o exemplo do governo Trump e impeça a entrada de Moraes “em território nacional”.
André Ventura
O presidente do Chega, André Ventura, já havia antecipado a proposta para cancelar o visto de Moraes.
Em vídeo publicado no X, ele acusou o ministro do STF de ser o “braço judicial” alegada ditadura comandada pelo presidente Lula (PT).
“Não quero me meter em assuntos de outro país. E sei que isso é um assunto delicado. Mas o Brasil precisa de nós também. O Brasil precisa que nós digamos a quem manda lá agora, o poder corrupto do Lula da Silva, que nós não vamos permitir que ele faça o que quiser. Que não vamos permitir ao juiz Alexandre de Moraes que faça o que quiser.
O Bolsonaro foi preso porque foram usadas redes sociais onde ele divulgou sua imagem e sua mensagem. Bolsonaro foi posto em prisão domiciliar porque usou as redes sociais, porque usou a liberdade de expressão. Vamos lá, isso não é uma questão de concordar com Bolsonaro ou concordar com Bolsonaro. É que o Lula é um ladrão, é um corrupto e é um ditador. Está a transformar o Brasil em uma ditadura.
O Alexandre de Moraes é o braço judicial dessa ditadura. E nós temos que compreender isso. O Brasil já não está mais vivendo uma democracia. Nós não podemos permitir, ou melhor, nós não podemos… Eles podem fazer o que bem entender como país soberano, mas nós temos o dever de dar um sinal como ao poder corrupto em Angola, como ao poder corrupto em Moçambique, como em relação ao poder corrupto do Brasil.
Eu vou propor ao governo que impeça o juiz Alexandre de Moraes de entrar em Portugal, de poder ter qualquer relação em Portugal e de ter qualquer repercussão em termos de presença, de patrimônio em Portugal. Eles precisam perceber [entender] que nós não estamos a brincar. Eles precisam perceber que a democracia é para ser levada a sério.”
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