Chefe do Pentágono defende ação contra embarcações no Caribe
Operação aintidrogas de Trump é pressionada após denúncia de execução de sobreviventes; Hegseth chama acusação de “patentemente ridícula”
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth (foto), reafirmou seu apoio à decisão de lançar um segundo ataque contra uma embarcação suspeita de tráfico de drogas no Caribe, em 2 de setembro.
Em declaração no Fórum Nacional de Defesa Reagan, na Califórnia, ele afirmou:
“Eu apoio totalmente esse ataque. Eu teria tomado a mesma decisão.”
A operação antidrogas do governo Donald Trump tem enfrentado pressão crescente na imprensa americana, após denúncias de que sobreviventes do primeiro ataque teriam sido mortos para cumprir uma suposta orientação de eliminar todos os tripulantes.
Hegseth nega ter dado essa ordem e classificou a acusação como “patentemente ridícula”.
Relatos apresentados ao Congresso afirmam que o comandante dessa missão, realizada em 2 de setembro, teria autorizado o segundo disparo para eliminar dois sobreviventes que permaneciam agarrados aos destroços.
Segundo duas fontes que viram as imagens exibidas a parlamentares, os homens estavam sem camisa, desarmados e sem qualquer equipamento de comunicação.
O Pentágono proíbe ataques contra combatentes incapacitados, inconscientes ou naufragados que não representem ameaça.
Hegseth voltou a defender a atuação do almirante Frank “Mitch” Bradley, então chefe do Comando de Operações Especiais, apontado pela Casa Branca como o responsável pela autorização final do ataque adicional.
A operação de 2 de setembro foi a primeira de uma série de 22 ataques conduzidos no Caribe e no Pacífico, responsáveis pela morte de 87 pessoas.
A repercussão do caso levou o Comitê de Serviços Armados do Senado a prometer fiscalização sobre a conduta das forças americanas e a exigir mais transparência, incluindo a possível divulgação do vídeo completo — questão que Hegseth disse estar “sob revisão”.
Leia também: EUA matam quatro “narcoterroristas” em ataque a embarcação no Caribe
‘Operação Lança do Sul’
Os ataques fazem parte da ‘Operação Lança do Sul, anunciada em 13 de novembro para combater o tráfico de drogas na América Latina.
Segundo Hegseth, a ofensiva “remove narcoterroristas” do Hemisfério Sul e protege os EUA das drogas.
“O presidente Trump ordenou a ação — e o Departamento de Guerra está cumprindo a ordem. Hoje, estou anunciando a Operação Lança do Sul. Liderada pela Força-Tarefa Conjunta Southern Spear e Comando Sul (SOUTHCOM) , esta missão defende nossa pátria, remove narcoterroristas do nosso hemisfério e protege nossa pátria das drogas que estão matando nosso povo. O hemisfério ocidental é a vizinhança da América – e nós o protegeremos”, escreveu no X.
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