Casa Branca atribui a Trump “influência” na libertação de presos na Venezuela
"Exemplo de como o presidente está usando toda a sua influência para fazer o que é certo para os povos americano e venezuelano", disse porta-voz
A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira, 8, que a libertação de presos políticos na Venezuela, anunciada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, se deve à “pressão máxima” exercida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra o regime chavista.
“Este é um exemplo de como o presidente está usando toda a sua influência para fazer o que é certo para os povos americano e venezuelano”, disse a vice-secretária de imprensa Anna Kelly em um comunicado à AFP.
Rodríguez anunciou a soltura de um número importante” de presos políticos, mas não especificou quantos presos serão libertados nem a identidade dos beneficiados pela medida.
Segundo estimativas de organizações de direitos humanos, mais de 830 venezuelanos seguem detidos por motivos políticos no país.
Assista ao anúncio de Jorge Rodríguez:
Pressão
Diante da incerteza, o Comitê de Direitos Humanos do partido Vente Venezuela lançou nas redes a campanha #QueSeanTodos (Que sejam todos, em português).
“Hoje anunciaram um “número significativo” de libertações. Nossa resposta é clara: eles devem libertar todos”, diz o perfil no X.
Ao mesmo tempo, começaram a circular relatos nas redes sociais sobre a possível soltura de presos políticos conhecidos, embora sem confirmação oficial.
Presos
No X, o partido relembrou casos emblemáticos de vítimas do regime chavista.
Entre elas, os policiais metropolitanos Erasmo Bolívar, Luis Molina e Héctor Rovain, presos há mais de 20 anos.
A legenda também citou Emirlendris Benítez, prisioneira política desde 5 de agosto de 2018, atualmente detida no Instituto Nacional de Orientação Feminina (INOF), no estado de Miranda.
Segundo denúncias, ela foi submetida a tortura e maus-tratos, que lhe causaram um aborto espontâneo. Seu estado de saúde é considerado crítico.
Outra vítima mencionada é a ativista espanhola Rocío San Miguel, sequestrada em fevereiro de 2024 El Hicoide, e levada a um tribunal antiterrorismo.
“O caso de Rocío não é isolado. Ele se encaixa em um padrão de criminalização contra pessoas que defendem os direitos humanos e exigem legalidade na Venezuela.”
Nahuel Gallo
A senadora da Argentina, Patrícia Bullrich, cobrou a soltura do guarda argentino Nahuel Gallo.
Ele foi sequestrado pelo regime de Nicolás Maduro em 8 de dezembro de 2024, sob acusação de espionagem.
“Estamos acompanhando de perto essas informações. A libertação de presos políticos é uma ótima notícia. Esperamos especialmente a libertação de Nahuel Gallo e Germán Giuliani. Queremos que eles voltem para casa com suas famílias. Isso está acontecendo graças à decisão e à ação dos Estados Unidos e à prisão de Nicolás Maduro. Liberdade significa retorno. E continuaremos até que isso aconteça. A Argentina os aguarda”, escreveu Patrícia no X.
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