Candidato socialista vence e será novo presidente de Portugal
Boca de urna indica ampla vantagem de António José Seguro sobre André Ventura
António José Seguro (foto), do Partido Socialista, é o próximo presidente de Portugal, indicam pesquisas boca de urna divulgadas após o fechamento das urnas neste domingo, 8.
Segundo levantamento da Universidade Católica para a Rádio e Televisão de Portugal, Seguro obteve entre 68% e 73% dos votos válidos, superando amplamente André Ventura, do partido de direita nacionalista Chega.
A abstenção, prevista entre 42% e 48%, manteve-se próxima aos níveis do primeiro turno, realizado há três semanas, quando 47,7% do eleitorado deixou de votar.
Alguns municípios afetados pelas fortes chuvas só votam na próxima semana, representando menos de 1% dos eleitores.
Vitória ampla
A vitória de Seguro ocorre em um cenário que parecia desfavorável: no primeiro turno, candidatos de esquerda somaram cerca de 35% dos votos, enquanto os de direita totalizaram mais de 50%.
O socialista de centro, com 63 anos, liderou o pleito graças ao apoio de diversas personalidades políticas de esquerda, centro e até da direita, exceto do primeiro-ministro Luís Montenegro.
O papel do presidente português é principalmente simbólico, mas inclui poderes relevantes, como dissolver o Parlamento e convocar eleições legislativas antecipadas.
Seguro, afastado da vida pública na última década, aparece com 67% das intenções de voto em pesquisas recentes, contra 33% de Ventura.
Abstenção como “grande rival”
Durante a campanha, Seguro destacou a abstenção como seu “grande rival”.
“É preciso ir votar no domingo”, disse no último comício, alertando para um “pesadelo” caso Ventura fosse eleito. Já o líder do Chega, por sua vez, criticou o governo por manter a data da eleição, alegando que as tempestades tornavam o voto difícil.
Ventura enfrentou rejeição elevada, cerca de 60% dos eleitores, e reclamou de ter feito campanha em um cenário de “todos contra um”.
Apesar disso, o candidato do Chega se manteve como a segunda força política, consolidando seu partido como presença relevante na política nacional.
A eleição histórica, a primeira em quatro décadas com segundo turno, reforça a fragmentação política em Portugal.
Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, encerra quase uma década no cargo de presidente.
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Comentários (2)
Marian
08.02.2026 19:09Concordo Fabio, acabou
Fabio
08.02.2026 18:18Acabou portugal, kkkkk