Brasil fica de fora de comunicado do Mercosul sobre Venezuela
Países expressaram “profunda preocupação” com crise migratória, humanitária e social na Venezuela
Presidentes e ministros de seis países do Mercosul divulgaram neste sábado, 20, um comunicado conjunto em que defendem o restabelecimento da ordem democrática e o respeito aos direitos humanos na Venezuela. O texto foi apresentado à margem da cúpula do bloco, em Foz do Iguaçu (PR), e não contou com a assinatura do presidente Lula (PT) nem de outras autoridades brasileiras.
Assinam o documento os presidentes da Argentina, Javier Milei; do Paraguai, Santiago Peña; do Panamá, José Raúl Mulino; além do chanceler da Bolívia, Fernando Aramayo Carrasco, e representantes de Equador e Peru.
No texto, os signatários reafirmam a vigência do Protocolo de Ushuaia e o compromisso com a defesa das instituições democráticas, do Estado de Direito e dos direitos humanos.
O comunicado expressa “profunda preocupação” com a crise migratória, humanitária e social na Venezuela, país suspenso do Mercosul por ruptura da ordem democrática.
Também cita alertas “dos organismos de direitos humanos das Nações Unidas sobre a persistência de detenções arbitrárias e desaparecimentos forçados”, e exorta as autoridades venezuelanas a libertar e a garantir o devido processo legal “de todos os cidadãos privados arbitrariamente de sua liberdade”.
Os líderes afirmam ainda a intenção de buscar, por meios pacíficos, o pleno restabelecimento da democracia e do respeito irrestrito aos direitos humanos no país governado por Nicolás Maduro.
Racha no Mercosul
As divergências sobre a crise venezuelana impediram a divulgação de uma declaração geopolítica conjunta do Mercosul e dos Estados associados ao fim da cúpula.
O impasse colocou em lados opostos os governos de Lula e de Javier Milei, que adotaram discursos públicos contrastantes sobre o tema.
O bloco publicou apenas uma declaração final assinada por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, sem qualquer referência à Venezuela.
Em discurso neste sábado, Lula afirmou:
“Os limites do direito internacional estão sendo testados. Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo”.
Ele disse ainda que a América do Sul voltou a ser “assombrada” pela presença militar de uma potência fora da região.
Leia também: Argentina saúda pressão de Trump para libertar povo venezuelano, diz Milei
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Comentários (1)
ANDRÉ MIGUEL FEGYVERES
20.12.2025 18:34Já em 1979 Lulê da Silvx em entrevista `a revista Playboy afirmou sua preferência por ditadores sanguinários, elogiando Hitler e Fidel Castro. Outras figuras nefastas e assassinas que ele admira são Che Guevera, Mao Tsé-Tung, ayatolahs Khomeini, Ahmadinejad, Ali Kahmeney, Putin, Maduro e Daniel Ortega, Miguel Diaz Canel, todos inimigos das democracias