“Art-Napping”, motivação política? Multiplicam-se especulações sobre roubo no Louvre
Foram necessários apenas quatro minutos para subtrair oito das joias reais francesas. Esse tempo reduzido indica uma notável habilidade e planejamento
Ainda não esclarecido, o recente roubo de joias no Louvre, um dos museus mais emblemáticos do mundo, tem levantado uma série de especulações.
Embora inicialmente se tenha especulado que os ladrões levaram apenas sete minutos para executar o roubo, investigações posteriores revelaram que foram necessários apenas quatro minutos para subtrair oito das joias reais francesas.
Esse tempo reduzido indica uma notável habilidade e planejamento. No entanto, os criminosos cometeram erros significativos durante a fuga, incluindo a perda da peça mais valiosa: a coroa da imperatriz Eugénie, que foi deixada para trás na rua.
A coroa, elaborada em ouro e adornada com 1354 diamantes e 56 esmeraldas, foi posteriormente recuperada danificada. Além disso, um par de luvas também foi encontrado no local do crime e poderá ser submetido a análises de DNA para auxiliar nas investigações.
Enquanto isso, discussões sobre as possíveis razões por trás desse ousado crime têm circulado amplamente nas redes sociais.
Alguns analistas levantam a hipótese de um roubo encomendado, possivelmente realizado por um colecionador obcecado que desejaria ostentar as peças como troféus em círculos restritos.
Outro cenário temido é o da destruição das joias em função de seu elevado valor material. Isso incluiria desmontá-las para vender as pedras preciosas e derreter os metais nobres, um processo conhecido como “esvaziamento” no jargão do crime organizado.
As investigações também não descartam a possibilidade de motivações políticas por trás do roubo. Especula-se se o Kremlin estaria envolvido no intento de humilhar e desestabilizar a França.
Há indícios que sugerem que os ladrões eram profissionais e poderiam até ter treinamento terrorista ou serem associados a uma poderosa organização criminosa.
Se o comando realmente partiu do exterior, a análise do DNA deixado nas luvas provavelmente não resultará em identificação, uma vez que não há garantias de correspondência nas bases de dados francesas.
Recentemente, um notório chefão do tráfico na França foi preso, o que levanta a possibilidade de que o roubo tenha sido uma tentativa de negociar sua libertação com as joias roubadas.
A técnica do “Art-Napping”, que consiste no roubo de obras de arte valiosas para exigir resgates, é outra possibilidade considerada pelos investigadores. Neste cenário, as joias poderiam ser mantidas intactas enquanto os ladrões tentam lucrar com sua devolução ao museu.
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