Aliado de María Corina é libertado após oito meses de prisão
Ex-deputado venezuelano Juan Pablo Guanipa esteve na clandestinidade após denunciar fraude eleitoral de Maduro
O ex-deputado venezuelano Juan Pablo Guanipa (foto), dirigente opositor próximo à líder María Corina Machado, foi libertado na tarde deste domingo, 8, após permanecer mais de oito meses detido por motivos políticos.
“Aqui estamos saindo em liberdade depois de um ano e meio, dez meses escondido, quase nove meses aqui detido. Hoje estamos saindo em liberdade. Muito o que conversar sobre o presente e futuro da Venezuela. Sempre com a verdade pela frente”, afirmou Guanipa em vídeo publicado nas redes sociais.
Seu filho, Ramón Guanipa, também comemorou a libertação nas redes sociais:
“Depois de mais de oito meses de prisão injusta e mais de um ano e meio separados, toda a nossa família poderá se abraçar novamente em breve. Ainda há centenas de venezuelanos injustamente encarcerados. Exigimos a libertação imediata, plena e incondicional de todos os presos políticos.”
Prisão e acusações
Guanipa foi detido em 23 de maio de 2025, acusado de terrorismo, lavagem de dinheiro e incitação à violência e ao ódio.
Na época, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, o vinculou a uma suposta “rede terrorista” que, segundo o regime, planejaria “sabotar” eleições de governadores e deputados.
“Ele é um dos chefes dessa rede terrorista. Quatro celulares e um notebook foram apreendidos. O plano está todo lá”, disse Cabello.
O dirigente passou à clandestinidade em julho de 2024, após denunciar fraude eleitoral nas eleições presidenciais que deram início ao terceiro mandato de Nicolás Maduro.
Sua última aparição pública havia sido em 9 de janeiro de 2025, em protesto com María Corina Machado.
Quem é Juan Pablo Guanipa?
Guanipa foi membro do Parlamento controlado pela oposição, eleito em 2015, e atuou como vice-presidente em 2020, quando Juan Guaidó presidiu a Câmara e foi reconhecido como presidente interino pela comunidade internacional.
Ele também foi eleito governador do Estado de Zulia em 2017, mas se recusou a assumir o cargo perante a Assembleia Constituinte, que exercia poderes absolutos na época.
Machado celebrou a libertação de Guanipa: “Meu querido Juan Pablo, contando os minutos para te abraçar. Você é um herói e a história sempre o reconhecerá. Liberdade para todos os presos políticos”.
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