“Adoraria”, diz Trump sobre María Corina na transição
Presidente americano classificou líder da oposição venezuelana como "pessoa simpática"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 20, que “adoraria” envolver a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, no processo de transição do país após a captura do ditador Nicolás Maduro.
A declaração foi feita durante um balanço sobre o primeiro ano de seu mandato. Segundo Trump, Corina “é uma mulher incrivelmente simpática”.
“Venezuela é um exemplo abrindo suas prisões. Uma das razões que eu senti uma forte ligação com a Venezuela. Agora, estou amando a Venezuela. Eles têm trabalhado com a gente, têm sido muito bons. Ela [María Corina] é uma mulher incrivelmente simpática. Estamos conversando com ela. Talvez possamos envolvê-la de alguma forma. Eu adoraria poder fazer isso. Maria, talvez possamos fazer acontecer.”
Nobel da Paz
Na semana passada, Corina entregou a medalha do Nobel ao presidente americano Donald Trump.
O gesto é uma desfeita ao comitê noruguês do Nobel, que homenageou ela, e não Trump.
Mas o presente incomum dado a Trump só reforça a grandiosidade de María Corina.
Ao contrário de Trump e da grande maioria dos políticos da América Latina e do mundo, María Corina não é vaidosa e não está na política para benefício próprio.
Tudo o que ela faz é pelos venezuelanos que querem viver em paz e em democracia.
Após encontrar-se com Trump na Casa Branca, ela afirmou novamente: “Eu sou parte de um processo“.
María Corina quer voltar à Venezuela e sabe que só Trump pode dar a garantia de que ela continuará viva e livre, mesmo de volta ao seu país.
Só Trump pode obrigar o atual regime, comandado pela presidente interina Delcy Rodriguez, a não prender María Corina e a agendar novas eleições em algum momento no futuro.
Se María Corina tiver liberdade para continuar falando o que pensa dentro da Venezuela, a oposição terá boas chances de se reorganizar e de se fortalecer.
E o Nobel da Paz não muda de dono só porque a medalha mudou de mãos.
María Corina continuará sendo a agraciada, só que a medalha ficará pendurada na Casa Branca ou em Mar-a-Lago, na Flórida.
E, com isso, María Corina quer que Trump não largue a causa dos venezuelanos.
O desprendimento de María Corina ao dar o Nobel para Trump pode incomodar os fãs do Nobel, mas só reforça seu comprometimento com a causa da Venezuela.
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