Acordo de paz na Ucrânia está “90% pronto”, diz Zelensky
Presidente ucraniano ressalta que "assinaturas em acordos fracos só alimentam a guerra" e que só assinará um "acordo forte"
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse nesta quarta-feira, 31, em mensagem de Ano Novo publicada no X, que um acordo para pôr fim à guerra entre Rússia e Ucrânia está “90% pronto“.
“Nossos argumentos foram ouvidos? Esperamos sinceramente que sim. Concordaram conosco? Não totalmente. Ainda não. É precisamente por isso que, por ora, falamos de 90%, e não dos 100%, de prontidão para um acordo de paz. As intenções devem se tornar garantias de segurança. E, portanto, precisam ser ratificadas. Pelo Congresso dos EUA, pelos parlamentos europeus, por todos os parceiros”, fala o presidente ucraniano no vídeo publicado.
“Um pedaço de papel no estilo de Budapeste não satisfará a Ucrânia. A Ucrânia não precisa de uma armadilha meticulosamente elaborada no estilo de Minsk. Assinaturas em acordos fracos só alimentam a guerra. Minha assinatura estará em um acordo forte. E é exatamente sobre isso que cada reunião, cada telefonema, cada decisão trata agora. Garantir uma paz forte para todos”.
Zelensky, prossegue: “Não por um dia, não por uma semana, não por dois meses – paz por anos. Só então será um sucesso. Para a Ucrânia, para os Estados Unidos, para a Europa – e, na verdade, para todas as nações que querem viver, não lutar”.
A guerra entre Rússia e Ucrânia está em curso desde fevereiro de 2022, quando tropas russas invadiram o território ucraniano.
Mais cedo, nesta quarta, em outra mensagem de Ano Novo, Zelensky afirmou que 2025 só possível graças aos países que forneceram auxílio financeiro e militar a Kiev.
O presidente ucraniano ainda disse acreditar na paz e que trabalha para alcançá-la. Na última segunda-feira, o presidente da Ucrânia afirmou que o homólogo americano, Donald Trump, ofereceu garantias de segurança ao país por um período de 15 anos.
A jornalistas, Zelensky disse ter pedido um prazo mais longo ao presidente americano.
“Eu realmente queria que as garantias fossem mais longas. Eu disse a ele que realmente queremos considerar a possibilidade de 30, 40, 50 anos”, afirmou, em uma entrevista coletiva virtual.
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