“A Revolução Bolivariana ainda está aqui hoje”, diz número 2 do chavismo
Diosdado Cabello promete o retorno do ditador Nicolás Maduro à Venezuela
O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello (foto), afirmou nesta terça-feira, 6, que a chamada “revolução bolivariana” permanece ativa apesar da queda do ditador Nicolás Maduro.
“Aqueles que riem pensando que levaram Nicolás e que a revolução vai cair, não conhecem este povo. Perdemos [Hugo] Chávez, mas traremos Nicolás de volta… aqueles que riem da própria desgraça não entenderam que a Revolução Bolivariana ainda está aqui hoje”, declarou Cabello durante a marcha das mulheres em apoio a Nicolás Maduro.
Considerado o número dois do chavismo, Cabello é uma das figuras mais próximas do núcleo de poder do regime e frequentemente citado em investigações internacionais relacionadas ao narcotráfico venezuelano.
Recompensa por Cabello
Em agosto do ano passado, os Estados Unidos divulgaram um cartaz anunciando o aumento da recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Diosdado Cabello Rondón.
O valor dobrou, passando de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (cerca de 270 milhões de reais).
Ao lado de Maduro, ele é acusado de chefiar o Cartel de Los Soles.
A imagem do cartaz aponta os crimes pelos quais Cabello está sendo acusado: “Por conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e conspiração para usar e portar metralhadoras e dispositivos destrutivos em apoio a um crime de drogas. Envie pistas à DEA. Todas as identidades se mantém estritamente confidenciais”
Na publicação, a legenda detalha como qualquer pessoa pode denunciá-lo.
[Você tem informações que possam levar à prisão ou condenação de Diosdado Cabello Rondón? Envie para CartelSolesTips@dea.gov. Saiba mais sobre a recompensa de US$ 25 milhões oferecida pelo Programa de Recompensas para Repressão às Drogas aqui”, diz.
Leia mais: EUA aumentam recompensa por Diosdado Cabello, número 2 do chavismo
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Comentários (1)
Edilson
07.01.2026 11:16Há, acredito, entre todas essas ações e reações, hoje, na Venezuela, um acordo que cada um dá a sua versão, fala para o seu público interno e externo mas a linha de ação já esteja traçada ou, pelo menos, os limites estão traçados. "As falas, bravatas, passam e o dinheiro fica".