A descoberta que confirma que Betelgeuse não está sozinha no espaço

10.01.2026

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A descoberta que confirma que Betelgeuse não está sozinha no espaço

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 08.01.2026 14:53 comentários
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A descoberta que confirma que Betelgeuse não está sozinha no espaço

Um mistério antigo começa a fazer sentido

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A descoberta que confirma que Betelgeuse não está sozinha no espaço
Foi confirmado que a gigante vermelha tem uma pequena companheira - NASA, ESA, Elizabeth Wheatley (STScI); Science: Andrea Dupree (CfA)

Betelgeuse sempre intrigou astrônomos por um motivo simples: ela não se comporta como uma estrela comum. Ao longo dos anos, seu brilho oscila, sua superfície parece instável e seu tamanho desafia modelos tradicionais.

Agora, novas observações trouxeram a confirmação de algo que vinha sendo debatido há décadas: Betelgeuse realmente tem uma estrela companheira, e sua presença ajuda a explicar muitos dos fenômenos estranhos observados.

Por que Betelgeuse muda tanto de brilho e aparência?

A estrela é uma supergigante vermelha, extremamente grande e relativamente próxima da Terra, o que permite observações detalhadas. Diferente de estrelas que parecem apenas pontos no céu, Betelgeuse revela movimentos, pulsações e variações luminosas visíveis até para instrumentos ópticos mais precisos.

Durante muito tempo, essas mudanças foram atribuídas apenas a processos internos da própria estrela. Porém, a ideia de que um corpo próximo pudesse estar interferindo em sua atmosfera ganhou força, especialmente após períodos de escurecimento incomum que não se encaixavam totalmente nos modelos conhecidos.

Dados do telescópio Hubble mostram movimentações gravitacionais da pequena companheira de Betelgeuse - NASA, ESA, Elizabeth Wheatley (STScI); Science: Andrea Dupree (CfA)
Dados do telescópio Hubble mostram movimentações gravitacionais da pequena companheira de Betelgeuse – NASA, ESA, Elizabeth Wheatley (STScI); Science: Andrea Dupree (CfA)

A estrela companheira que estava escondida à vista de todos

Em 2025, cientistas identificaram sinais claros de uma estrela menor orbitando Betelgeuse. Essa companheira recebeu o nome de Siwarha e está localizada dentro da extensa atmosfera externa da supergigante, o que dificultou sua detecção direta por tanto tempo.

Agora, com novas análises combinando dados de telescópios espaciais e observatórios terrestres, os pesquisadores conseguiram identificar algo ainda mais revelador: o rastro deixado por Siwarha ao se mover pela atmosfera densa de Betelgeuse, confirmando definitivamente sua existência.

O rastro invisível que revelou a presença da companheira

À medida que Siwarha orbita Betelgeuse, ela desloca material ao seu redor, criando uma espécie de “esteira” composta por gás mais denso do que o restante da atmosfera da estrela principal. Esse rastro altera levemente a forma como a luz é emitida e absorvida.

Os cientistas perceberam um padrão recorrente: aproximadamente a cada seis anos, quando a companheira passa entre Betelgeuse e a Terra, o espectro de luz da estrela muda de forma previsível. Essa alteração funciona como uma assinatura física da presença de Siwarha.

O que essa descoberta ensina sobre a vida das estrelas gigantes

A confirmação da estrela companheira transforma Betelgeuse em um verdadeiro laboratório cósmico. Pela primeira vez, os astrônomos conseguem observar, quase em tempo real, como uma estrela massiva interage com outra e como isso afeta sua evolução.

Esse tipo de interação ajuda a entender como estrelas gigantes perdem material ao longo do tempo, como moldam o espaço ao redor e como se aproximam do estágio final de suas vidas, que pode culminar em uma explosão de supernova. Betelgeuse oferece uma rara oportunidade de acompanhar esse processo com um nível de detalhe nunca visto antes.

Por que essa confirmação muda a forma como vemos Betelgeuse

Com a existência de Siwarha comprovada, muitos dos comportamentos considerados “misteriosos” passam a fazer sentido. As variações de brilho, as assimetrias na atmosfera e até certas ejeções de material agora podem ser explicadas pela influência gravitacional da companheira.

Mais do que resolver um enigma antigo, a descoberta reforça a ideia de que estrelas não evoluem isoladamente como se pensava. No caso de Betelgeuse, seu futuro brilhante e possivelmente explosivo está sendo moldado, silenciosamente, por uma vizinha que passou anos escondida em meio ao seu próprio brilho.

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