“A cultura do cancelamento se voltou contra seus criadores”
Historiador americano afirma que a reação à morte de Charlie Kirk expôs o efeito reverso da cultura do cancelamento
Victor Davis Hanson, historiador americano, comentou no Daily Signal que “o Frankenstein da cultura do cancelamento se voltou contra ela após a morte de Charlie Kirk”.
Segundo Hanson, houve cinco anos de “cultura do cancelamento, desmonetização, doxing e listas negras” promovidos pelo radicalismo woke. Ele sustenta que, depois do caso Kirk, “certas plataformas… estão dizendo: não queremos mais você aqui”, numa inversão de papéis dentro das mesmas redes que normalizaram essa cultura.
Hanson rejeita a tese de censura aos demitidos.
Para exemplificar, Hanson citou Joy Reid, apresentadora americana e ativista woke, e diz que foi ela demitida numa decisão que gerou polêmica nos jornais. Reid migrou para podcast e também fracassou, mostrando que a decisão da MSNBC foi correta.
Ele mencionou ainda Karen Attiah, então colunista do Washington Post, cortada após publicações vistas como ataques racistas contra brancos, maioria demográfica nos Estados Unidos.
Hanson descreve uma norma social violada por críticos de recém-falecidos, como Kirk. Ele fala de uma “regra não escrita de luto” e resume: “não se fala mal dos mortos”, ao menos por alguns dias.
O historiador sustenta que “o assassinato de Charlie Kirk virou o jogo”.
As reações das emissoras a manifestações divisivas e ofensivas aos conservadores não seriam censura, mas “escolhas editoriais e de audiência”.
Audiência em queda
Os programas de late night já perdiam público antes da suspensão de Jimmy Kimmel.
Para Hanson, esse pano de fundo ajuda a explicar respostas rápidas de emissoras a discursos ofensivos dos apresentadores.
Kimmel acumulava quedas sucessivas e enfrentava perda de receita publicitária, cenário parecido com outros âncoras alinhados com a esquerda.
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