4 aeronaves escapam de colisão em Curaçao
Perto da costa da Venezuela, o tráfego aéreo voltou a chamar atenção após dois episódios de quase colisão
Perto da costa da Venezuela, o tráfego aéreo voltou a chamar atenção após dois episódios de quase colisão envolvendo aeronaves civis e um avião-tanque militar dos Estados Unidos em menos de 48 horas.
O que se sabe sobre a quase colisão perto da Venezuela
Segundo informações da CNN, em ambos os casos, pilotos civis relataram encontros inesperados com uma aeronave de grande porte, identificada como avião-tanque militar dos Estados Unidos.
No episódio mais recente, um jato executivo Falcon 900EX que seguia de Aruba para Miami cruzou em altitude semelhante com essa aeronave militar em torno de 26 mil pés.
No dia anterior, um voo comercial de Curaçao para Nova York interrompeu a subida ao detectar a passagem do mesmo tipo de avião à frente de sua trajetória.
CNN is reporting that a second near midair collision occurred between a Falcon 900EX business jet heading for Miami, and another task force refueler that was flying with its transponder off. https://t.co/D8kseIxs3b pic.twitter.com/sWwtgledYR
— barry with the NED (@bonzerbarry) December 16, 2025
Como esses encontros aéreos ocorreram na rota próxima à Venezuela
Informações preliminares indicam que as tripulações mantinham comunicação normal com o controle de tráfego de Curaçao quando perceberam a proximidade dos aviões militares.
Os relatos descrevem a passagem em nível de voo semelhante, exigindo atenção redobrada dos pilotos para manter separação segura.
A distância exata entre as aeronaves ainda é analisada por órgãos de segurança operacional, mas os relatos indicam que os sistemas de bordo e a vigilância dos pilotos foram decisivos para evitar um desfecho mais grave.
Como a atividade militar aumenta o risco de quase colisão na região
O aumento da presença militar em torno da Venezuela, inclusive com operações de reabastecimento aéreo, foi apontado como fator relevante para compreender a quase colisão perto da Venezuela.
A FAA emitiu alerta sobre maior movimentação de aviões militares em diversas altitudes, muitas vezes compartilhando corredores com o tráfego civil.
Para reduzir riscos, autoridades civis e militares precisam adotar práticas de coordenação rigorosas, que incluem procedimentos padronizados e troca constante de informações entre países vizinhos e centros de controle:
- Planejamento de rotas com separações horizontais e verticais adequadas;
- Compartilhamento de planos de voo entre órgãos civis e comandos militares;
- Uso de transponder e sinalização que facilitem identificação em radar;
- Protocolos claros de comunicação em inglês padrão de aviação.
Quais medidas as companhias aéreas adotam diante desses incidentes
A repercussão da quase colisão perto da Venezuela levou companhias internacionais a revisar rotas e análise de risco na região do Caribe.
Algumas empresas passaram a evitar o espaço aéreo próximo ao território venezuelano ou desviaram voos para corredores alternativos, mesmo com aumento de tempo e custo.

O que esses casos revelam sobre a segurança aérea no Caribe
Os episódios de quase colisão ao norte da Venezuela evidenciam a importância de vigilância permanente em rotas que cruzam áreas politicamente sensíveis e com forte presença militar.
A localização estratégica de Curaçao, próxima ao continente sul-americano, concentra tráfego civil intenso e operações militares.
Cada investigação desses eventos analisa desempenho de sistemas de alerta, cumprimento de separações mínimas, clareza das instruções de controle de tráfego e integração entre protocolos civis e militares.
As conclusões servem para aprimorar procedimentos e manter esses encontros de risco como ocorrências raras e amplamente estudadas.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)