Malformação de orelha: entenda quando a cirurgia é necessária

15.01.2026

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Malformação de orelha: entenda quando a cirurgia é necessária

Condição pode variar desde alterações leves no formato até casos mais complexos

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Malformação de orelha: entenda quando a cirurgia é necessária
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A malformação de orelha é uma condição congênita em que essa estrutura anatômica externa não se desenvolve da forma esperada. Ela pode variar desde alterações leves no formato até casos mais complexos, como a microtia, em que a orelha é parcialmente formada ou ausente. Apesar de ser percebida logo ao nascimento, nem sempre essa diferença representa um problema funcional ou exige intervenção imediata.

Em muitos casos, a principal dúvida das famílias não está relacionada à audição ou à saúde da criança, mas à aparência e ao impacto social que essa diferença pode causar ao longo do crescimento. Por isso, o tratamento das malformações de orelha não segue um protocolo único e precisa considerar fatores médicos, emocionais e o momento de vida do paciente.

Estudos científicos ajudam a sustentar essa condução mais cuidadosa. A pesquisa “A 10-Year Retrospective Review of the Nonsurgical Treatment of Infant Ear Anomalies”, publicada na revista científica Plastic and Reconstructive Surgery Global Open, analisou 246 pacientes com malformações auriculares e mostrou que a moldagem precoce da orelha apresentou taxa de sucesso de 92%, especialmente quando iniciada nas primeiras semanas de vida.

O estudo destaca que diagnóstico e acompanhamento adequados são fundamentais para bons resultados estéticos e funcionais, mas também ressalta a importância do apoio familiar e do acompanhamento psicológico nos casos em que a cirurgia não é necessária.

Nem toda malformação de orelha exige cirurgia imediata

Segundo a Dra. Clarice Abreu, que tem mais de 20 anos de experiência em cirurgia plástica e craniomaxilofacial, nem toda criança com malformação de orelha precisa de cirurgia imediata. “Algumas convivem muito bem com sua aparência e crescem confiantes, especialmente quando recebem apoio da família e vivem em ambientes acolhedores”, explica.

A médica atua em reconstruções craniofaciais de alta complexidade e defende uma abordagem que una precisão técnica e sensibilidade humana, com foco em devolver função, autoestima e qualidade de vida ao paciente ao longo de seu desenvolvimento.

Médica examinando o ouvido de um menino sentado em uma poltrona azul
O desejo da criança de mudar a aparência da orelha pode surgir com o tempo (Imagem: Inside Creative House | Shutterstock)

Quando o desconforto emocional surge, a escuta se torna essencial

Em outros contextos, porém, o incômodo pode surgir com o tempo. Comentários externos, dificuldades de socialização ou o próprio desejo da criança de mudar a aparência podem pesar. “Quando há sofrimento emocional, vergonha, isolamento ou queda de autoestima, esses sinais precisam ser observados com atenção. A cirurgia pode ser feita com segurança no tempo certo, mas também é válido não operar se a criança estiver feliz assim”, afirma a Dra. Clarice Abreu.

A decisão de intervir deve respeitar o ritmo e o desejo do paciente. Para a especialista, o papel da família é oferecer amor, apoio e informação, sem pressa ou cobrança estética. “O mais importante é garantir que a escolha seja consciente e tranquila. Cada jornada é única, e o tempo da criança precisa ser respeitado”, destaca.

Caminhos possíveis no tratamento

Em alguns casos, o tratamento da malformação de orelha pode ser realizado ainda na infância, quando a estrutura da cartilagem permite resultados mais previsíveis. Em outros, o ideal é aguardar o crescimento para que uma eventual reconstrução traga harmonia facial definitiva. A ausência de tratamento imediato, no entanto, não significa abandono. Muitas pessoas convivem bem com a diferença e se tornam adultos seguros e satisfeitos com a aparência.

Ao longo desse processo, o acompanhamento psicológico pode ser um aliado importante, tanto para a criança quanto para a família. “Mais do que uma questão estética, estamos falando de identidade. O paciente precisa se sentir visto, compreendido e apoiado”, diz a Dra. Clarice Abreu. Para ela, o verdadeiro sucesso de qualquer tratamento não está apenas no resultado técnico, mas na serenidade de quem teve espaço para escolher o próprio caminho.

Por Eluan Carlos Hoffmann

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