Experimento com ouro superaquecido derrubar teoria cientifica de 40 anos
Em seus experimentos, amostras de ouro foram aquecidas a temperaturas mais de 14 vezes superiores ao seu ponto de fusão.
Em um estudo marcante utilizando ouro, pesquisadores revelaram um fenômeno conhecido como ‘catástrofe da entropia’, que determina um ponto crítico de estabilidade máxima para sólidos em condições de superaquecimento.
Este ponto crítico ocorre quando a entropia de cristais superaquecidos se equipara à de seus equivalentes líquidos, usualmente em temperaturas que são aproximadamente três vezes o ponto de fusão.
Todavia, a exploração prática deste paradigma teórico foi dificultada por diversos eventos desestabilizantes intermediários que ocorrem em temperaturas significativamente mais baixas.
Utilizando técnicas avançadas de aquecimento ultrarrápido, uma equipe de cientistas testou este limite em condições controladas, monitorando a temperatura do reticulado de maneira direta.
Em seus experimentos, amostras de ouro foram aquecidas a temperaturas mais de 14 vezes superiores ao seu ponto de fusão, mantendo ainda sua estrutura cristalina.
Esse fenômeno sugere que o limiar de estabilidade para o superaquecimento dos sólidos pode ser significativamente mais alto do que o previamente previsto, ou talvez potencialmente ilimitado.
Como foi realizado o experimento com ouro que superou limites teóricos?
O estudo, divulgado pela revista cientifica Nature, empregou dispersão inelástica de raios X de alta resolução para medir com precisão as temperaturas dos íons em amostras de ouro submetidas a aquecimento intenso por laser de pulso curto.
Este método permitiu determinar a distribuição de velocidades e a temperatura dos íons a partir do alargamento espectral dos raios X incidentes.
A técnica alega ser pioneira em revelar que amostras de ouro, quando submetidas a uma radiação de laser de pulso curto, alcançam taxas de aquecimento superiores a 1015 K/s, mantendo sua estrutura sólida.
O que é a superação da ‘catástrofe da entropia’?
A teoria da ‘catástrofe da entropia’ sugere que há uma temperatura crítica onde a entropia de um líquido não pode ser menor que a de um sólido com entalpia idêntica.
Se tal temperatura fosse cruzada, pressupõe-se que o sistema deveria se fundir espontaneamente para evitar uma violação das leis termodinâmicas.
No entanto, o estudo observa que com aquecimento ultrarrápido, sem tempo suficiente para expansão do cristal, esse ponto crítico pode ser evitado, desafiando o conceito previamente estabelecido.
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Quais foram as implicações e descobertas do experimento com ouro superaquecido?
O experimento demonstrou que as amostras de ouro podem ser aquecidas a temperaturas bem acima do limite proposto de superaquecimento, sem perderem sua estrutura cristalina.
Esses achados poderiam remodelar o entendimento fundamental da estabilidade das fases sólidas sob condições extremas, sugerindo que o superaquecimento pode não ter um limite superior verdadeiro se o aquecimento for suficientemente rápido para prevenir a expansão do cristal.
Esta perspectiva indica novas direções para pesquisa no campo de materiais super aquecidos e suas aplicações práticas.
Qual o impacto dessas descobertas para a ciência dos materiais?
A descoberta de que o ouro pode resistir a temperaturas tão extremas sem fundir-se redefine o entendimento sobre os limites de estabilidade dos sólidos.
Este avanço não só desafia teorias termodinâmicas tradicionais como oferece uma nova plataforma experimental para explorar as propriedades de materiais submetidos a condições extremas, abrindo caminho para simulações mais precisas e o potencial para novos desenvolvimentos em materiais avançados.
Essas descobertas apontam para um futuro promissor em que o conhecimento sobre superaquecimento pode ser aplicado em áreas como a ciência dos materiais, contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias que necessitam operar em altas condições térmicas ou sob pressões extremas.
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