Biofilia: 4 formas de trazer a natureza para dentro de casa
Descubra como as plantas podem ser ótimas aliadas para mudar a energia e o visual do seu lar
Com a rotina cada vez mais urbana, trazer o verde para dentro de casa virou uma forma de se reconectar com a natureza. Na arquitetura de interiores, essa relação é conhecida como biofilia, um conceito que fala justamente sobre essa aproximação entre as pessoas e o ambiente natural. Para a arquiteta Daniela Funari, a origem da palavra — do grego bios (vida) e philia (amor ou afeição) — é traduzida pela criação de projetos que estimulam uma conexão prática e respeitosa com a natureza.
“O intuito é fazer com que a presença dela ocupe um lugar de destaque para fomentar os pontos positivos que a biofilia nos acrescenta”, diz a arquiteta, enumerando que esse resgate é marcado pela presença de plantas, materiais naturais e paletas de cores que nos ajude com a conexão inata que existe entre nós e a natureza.
Abaixo, confira formas de trazer a natureza para dentro de casa!
1. Jardins verticais: o clássico bem executado

Um dos exemplos mais atemporais da biofilia dentro dos projetos de interiores faz referência à inserção de jardins verticais, que normalmente ocupam um trecho de uma parede e entregam um ponto onde as plantas se tornam protagonistas do ambiente.
Para a profissional, esse recurso está longe de sair de moda: pelo contrário, ganha novas potencialidades com o avanço da tecnologia. “Os sistemas de rega automatizada são tão sofisticados que controlam até a mesma umidade do solo”, garante Daniela Funari.
2. Canteiros em apartamentos

De acordo com a profissional, morar em apartamento deixou de ser um empecilho para quem quer desfrutar das sensações que o natural nos desperta. “Essa atmosfera não está mais restrita àqueles que vivem em casas com quintais ou áreas externas”, pontua, acrescentando que o desejo de ter um cantinho com plantas é um pedido recorrente dos clientes que atende no escritório.
Diante do projeto, ela passa a analisar a viabilidade dos jardins verticais, canteiros próximos às janelas ou a disposição de vasos com espécies variadas.
3. Explorando a verticalidade com plantas pendentes

Outra possibilidade é explorar a altura com espécies pendentes – aquelas que crescem em cascata por possuírem um caule mais flexível –, como a flor-de-maio, dinheiro-em-penca, jiboia, samambaia e a dedo-de-moça. Para isso, a inserção de armários suspensos ou prateleiras em serralheria, na visão da arquiteta, são boas alternativas para acomodar os vasos e deixar que toda exuberância da folhagem recaia pelo ambiente.
“Além da serralheria, é possível incluir essas espécies em estantes, prateleiras e até em armários superiores de banheiros”, complementa Daniela Funari sobre a versatilidade desse recurso.
4. Cultivo de espécies específicas

Outra possibilidade diz respeito à inclusão da natureza com um olhar mais afetivo. “Isto acontece quando as espécies oferecem significados para os moradores”, relativiza a profissional. “É muito comum que as pessoas tenham um carinho especial por suas plantas e flores favoritas e isso deve ser incentivado, tornando o cultivo em uma atividade prazerosa”, conclui Daniela Funari.
Por Lucas Janini
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