Essas são as 10 cidades mais felizes do mundo em 2025
O ranking das 10 cidades mais felizes do mundo
Uma pesquisa com 82 indicadores e mais de 150 pesquisadores apontou Copenhague como a cidade mais feliz do planeta. O Happy City Index 2025, publicado pelo Institute for Quality of Life, de Londres, avaliou 200 cidades em seis categorias: cidadãos, governança, ambiente, economia, saúde e mobilidade. O resultado é um retrato do que faz uma cidade funcionar para quem vive nela.
O que o ranking mede e por que ele importa
Diferente de índices que priorizam o PIB, o Happy City Index cruza dados objetivos com percepção dos moradores. Acesso a áreas verdes, transporte público, segurança, inclusão social e participação cidadã pesam tanto quanto a economia local. Em 2025, pela primeira vez, a saúde entrou como categoria independente, reflexo direto da pandemia de covid-19.
As cidades são classificadas em três faixas: ouro, prata e bronze. As 31 primeiras recebem o selo ouro. Nenhuma cidade brasileira aparece entre as 200 avaliadas, dado que expõe a distância entre a felicidade individual dos brasileiros e a qualidade dos serviços urbanos oferecidos no país.

Quais são as 10 cidades mais felizes do mundo?
O top 10 reúne três continentes e mostra que felicidade urbana não é exclusividade de metrópoles ricas. Cidades médias como Aarhus e Antuérpia superaram capitais tradicionais. A Dinamarca emplacou duas representantes, e a Ásia conquistou três vagas.
- Copenhague, Dinamarca (1.039 pontos): ciclovias como modal principal, metas ambientais agressivas e confiança institucional elevada. Também eleita a cidade mais habitável do mundo em 2025.
- Zurique, Suíça (993 pontos): equilíbrio entre serviços públicos impecáveis, acesso à natureza alpina e transporte com pontualidade quase absoluta.
- Singapura (979 pontos): prova de que alta densidade não impede qualidade de vida. Jardins verticais, transporte limpo e planejamento urbano de referência mundial.
- Aarhus, Dinamarca (958 pontos): a segunda cidade dinamarquesa brilha em saúde, educação e governança comunitária. Liderou o ranking em 2024.
- Antuérpia, Bélgica (956 pontos): capital mundial do diamante desde 1476, combina patrimônio arquitetônico, saúde de alto nível e cultura cívica vibrante.
- Seul, Coreia do Sul (942 pontos): metrô exemplar, corredores verdes urbanos como o Cheonggyecheon Stream e uma cena cultural que vai do K-pop aos mercados tradicionais.
- Estocolmo, Suécia (941 pontos): espalhada por 14 ilhas, oferece contato constante com a natureza, bem-estar social robusto e confiança nas instituições.
- Taipei, Taiwan (936 pontos): investimento pesado em mobilidade, áreas verdes e engajamento comunitário. Mercados noturnos e templos convivem com distritos de tecnologia.
- Munique, Alemanha (931 pontos): áreas verdes generosas, ar limpo e identidade bávara forte. O Englischer Garten é maior que o Central Park de Nova York.
- Roterdã, Holanda (920 pontos): renasceu após a destruição da Segunda Guerra e hoje é referência em arquitetura contemporânea, mobilidade e inovação ambiental.
Quem sonha em viver no exterior, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Laura Sette | 7 Cantos do Mundo, que conta com mais de 101 mil visualizações, onde a Laura mostra os pontos positivos de morar na Dinamarca:
Por que Copenhague ficou em primeiro lugar?
A capital dinamarquesa obteve a maior pontuação em engajamento cidadão (237 pontos) e desempenho ambiental (192 pontos). Mais de 60% dos moradores vão ao trabalho de bicicleta. A saúde é pública e gratuita, a universidade não cobra mensalidade e estudantes recebem bolsas para se manter. Os impostos estão entre os mais altos do mundo, chegando à metade da renda, mas o retorno em serviços é visível no cotidiano.
Copenhague não é apenas eficiente. A cidade cultiva pertencimento por meio de projetos de coabitação, distritos culturais acessíveis e espaços públicos desenhados para o encontro. Essa combinação de infraestrutura e convivência é o que o índice chama de “modelo cívico”.

Onde a Ásia surpreende no ranking da felicidade
Singapura, Seul e Taipei ocupam três das dez posições, contrariando o senso comum de que felicidade urbana é monopólio europeu. Singapura prova que cidades compactas e densas podem ser verdes e humanas. Seul transformou um antigo viaduto em parque linear e investiu décadas em um sistema de metrô que cobre praticamente toda a região metropolitana.
Taipei é a estrela em ascensão. A capital taiwanesa se destaca em governança e mobilidade, com uma rede de metrô moderna e ciclovias que crescem a cada ano. A vida comunitária pulsa nos mercados noturnos, onde comida de rua e convivência entre gerações acontecem naturalmente.

O que falta para o Brasil entrar na lista
Nenhuma cidade brasileira figura entre as 200 avaliadas pelo Happy City Index 2025. O dado contrasta com pesquisas como a da Ipsos, que aponta 79% dos brasileiros como felizes, embora apenas 34% avaliem positivamente a qualidade de vida no país. Essa diferença revela que felicidade pessoal e infraestrutura urbana caminham em velocidades distintas.
Saúde, segurança, mobilidade e transparência na gestão pública são os campos onde as cidades brasileiras mais se distanciam dos padrões internacionais. Para a edição 2026, o índice ampliou a análise para 3.500 cidades, o que abre espaço para que o Brasil apareça pela primeira vez, caso municípios forneçam dados abertos confiáveis.

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Cidades felizes são um convite ao futuro
O ranking do Happy City Index mostra que felicidade urbana nasce de escolhas coletivas: ciclovias, parques acessíveis, governança transparente, saúde pública de qualidade e espaços que estimulam o encontro entre as pessoas. Não existe fórmula única, mas existe intenção.
Conhecer Copenhague, Zurique ou Taipei é mais do que turismo. É ver de perto como cidades reais resolvem problemas que pareciam impossíveis, e voltar para casa com vontade de cobrar o mesmo.
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