Enquanto o mundo busca qualidade de vida europeia, essa cidade do litoral paulista já tem recordes mundiais à beira-mar e o pódio entre os melhores lugares para viver depois dos 60 anos
5,3 km de jardim à beira-mar e pódio entre as melhores cidades para viver depois dos 60 no litoral paulista
A brisa bate no rosto de quem caminha pelos 5,3 km do maior jardim frontal de praia do mundo, um tapete verde certificado pelo Guinness World Records. E é nesse mesmo chão que Santos, no litoral paulista, figura entre as três melhores cidades do Brasil para viver depois dos 60 anos.
Vale a pena viver na cidade que já foi capital do café?
Sim. Santos figura na 6ª posição nacional em qualidade de vida, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Entre mais de 5.500 municípios, ela fica com nota 0,840, a 3ª melhor do estado de São Paulo.
No recorte para a terceira idade, o destaque é ainda mais forte. A cidade é a terceira melhor do país para acolher quem passou dos 60 anos, segundo o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade do Instituto Longevidade Mongeral Aegon. O levantamento, que avaliou 23 indicadores, coloca a cidade atrás apenas de São Caetano do Sul e Vitória.
Os números locais reforçam o ranking: cerca de 100 mil santistas já passaram dos 60 anos, o que representa quase 25% da população, conforme dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E há um detalhe curioso: segundo o mesmo censo, Santos tem o maior percentual de mulheres do Brasil, 54,68% dos 418.608 habitantes. Programas como o Cérebro Ativo, o Movimente-se e o atendimento domiciliar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) montam uma rede que vai muito além da praia.

O tapete verde que entrou para o livro dos recordes
O Jardim da Orla santista ocupa 218.800 metros quadrados de área verde contínua, com largura entre 45 e 50 metros. São mais de 900 canteiros e 70 espécies ornamentais, desde lírios amarelos e dracenas vermelhas a chapéus-de-sol vindos da Ásia e da África.
A ideia nasceu em 1914, por projeto do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito, mas só virou realidade nas décadas seguintes. Em 2002, o Guinness World Records oficializou o título de maior jardim frontal de praia do planeta. O espaço foi tombado como patrimônio histórico pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), e abriga hoje 38 monumentos que contam a história do país, de Santos Dumont a Cristóvão Colombo.

O que fazer na cidade dos bondes e do funicular
A combinação de história, orla e morros garante roteiros variados para todos os ritmos. Vale reservar ao menos dois dias para cobrir os principais pontos.
- Monte Serrat: funicular histórico de 1927 sobe 147 metros em 4 minutos, com vista 360° da cidade e do porto. Mais informações no portal da Prefeitura.
- Linha Turística do Bonde: trajeto de 1,7 km pelo Centro Histórico, passando pelo Pantheon dos Andradas e pela Praça Mauá.
- Museu do Café: instalado na antiga Bolsa Oficial de 1922, com vitrais do pintor Benedicto Calixto e cafeteria que serve o raro Jacu Bird.
- Aquário Municipal: na Ponta da Praia, reúne espécies marinhas e é uma das visitas favoritas das famílias em Santos.
- Santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat: construído em 1604, no topo do morro, acessível por 402 degraus ou pelo bondinho.
Quem busca o que fazer na maior cidade da Baixada Santista, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal 2 no rolê, que conta com mais de 29 mil visualizações, onde os apresentadores mostram o Aquário de Santos, a Pinacoteca Benedito Calisto e o Morro da Asa Delta, em Santos:
Quando visitar e o que fazer em cada estação?
O clima litorâneo garante calor o ano todo, mas cada estação tem seu ritmo: do verão cheio de festas à tranquilidade dos dias frios de inverno.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Venha sentir o ritmo da cidade que envelhece bem
Santos tem a rara combinação de porto movimentado, jardim premiado e a calma de uma cidade que aprendeu a cuidar de quem nela vive. Entre bondes centenários e praias amplas, o dia a dia segue com um pé na história e outro na brisa do mar.
Você precisa conhecer Santos e caminhar pelos 5,3 km do maior jardim de praia do mundo para entender por que tantos brasileiros escolhem esse pedaço do litoral para envelhecer.
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