Cidade fundada em 1727 onde o ciclo do ouro criou um cenário tão preservado que parece cenário de novela
A cidade de pedra onde ruas coloniais levam a cachoeiras cristalinas
Entre Goiânia (120 km) e Brasília (150 km), Pirenópolis é um daqueles lugares onde o tempo parece ter desacelerado. Ruas calçadas com pedras, casarões coloniais e igrejas centenárias se misturam às cachoeiras de águas transparentes que descem da Serra dos Pireneus. É o refúgio perfeito para quem busca história e natureza no coração do Cerrado.
Por que a arquitetura colonial de Pirenópolis resistiu ao tempo
Após o declínio do ciclo do ouro no século XVIII, a região entrou em um período de isolamento econômico que durou décadas. Esse “esquecimento” forçado preservou o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico da cidade, que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1990. O acervo inclui a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, construída entre 1761 e 1763, a maior do Centro-Oeste.

A cidade surgiu em 1727 com a chegada das bandeiras e, mesmo com o passar dos séculos, manteve a feição original do século XVIII. Caminhar pelo centro é testemunhar a evolução da ocupação goiana em um dos conjuntos mais ricos do Brasil Central, onde cada sobrado e cada ponte de pedra contam um pouco da história da mineração no país.

O que fazer em Pirenópolis entre cachoeiras e patrimônio histórico
A região combina ecoturismo e cultura de forma única. As serras abrigam dezenas de quedas d’água, enquanto o centro histórico guarda séculos de memória. A Rede de Turismo de Pirenópolis lista opções para todos os perfis. Confira os pontos imperdíveis:
- Parque Estadual da Serra dos Pireneus: Criado em 1987, abriga o Pico dos Pireneus, com 1.385 metros de altitude. Do alto, a vista abrange as bacias do Paraná e do Tocantins.
- Centro Histórico: Conjunto tombado com ruas de pedra, casarões coloridos e igrejas seculares. Destaque para a Igreja do Carmo e o Teatro de Pirenópolis, um dos mais antigos do estado.
- Cachoeira do Rosário: Piscina natural de águas cristalinas cercada por vegetação. O poço é perfeito para banho e a estrutura de quiosques garante o conforto.
- Cachoeira dos Dragões: Conjunto de oito quedas em uma formação geológica única. As trilhas passam por mirantes e piscinas naturais escondidas.
- Cachoeira do Abade: Uma das mais famosas da região, com queda de 25 metros e poço fundo para mergulho. A trilha de acesso é curta e bem sinalizada.
- Fazenda da Babilônia: Antigo engenho do século XIX com casa grande, capela e ruínas do engenho, tombado pelo IPHAN.
Quem busca o destino de viagem perfeito em Goiás, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Rolê Família, que conta com mais de 275 mil inscritos, onde Bruno mostra um roteiro completo de 5 dias por Pirenópolis:
Quando e qual a melhor época para visitar Pirenópolis
A região tem duas estações muito bem definidas. A seca oferece dias ensolarados e cachoeiras com águas cristalinas, sendo a melhor época para trilhas e banhos seguros. O período de chuvas deixa o Cerrado verde e as quedas d’água volumosas, mas exige cuidado dobrado nas estradas rurais. A famosa Festa do Divino atrai milhares de turistas no meio do ano.
Confira os detalhes sobre o clima, a Festa do Divino e a melhor época para visitar abaixo:
Dados baseados em médias históricas da região. As condições podem variar.
Como chegar a Pirenópolis saindo de Goiânia ou Brasília
De carro: Saindo de Goiânia, siga pela BR-153 até Anápolis e depois pela GO-431. O trajeto dura cerca de 2 horas. De Brasília, pegue a BR-070 em direção a Águas Lindas e depois a GO-225 até Corumbá de Goiás, seguindo pela GO-431. A viagem leva aproximadamente 2h30.
De ônibus: A Rodoviária de Pirenópolis recebe linhas regulares de Goiânia e Brasília. As empresas Expresso São Luiz e Viação Araguarina operam o trecho. De Goiânia, a viagem dura cerca de 2h30; de Brasília, aproximadamente 3 horas.
Uma vez na cidade, o centro histórico pode ser explorado a pé. Para as cachoeiras e o Parque dos Pireneus, é necessário carro próprio ou contratação de guias locais.

Por que vale a pena conhecer Pirenópolis
Pirenópolis é um destino completo: a história respira nas ruas de pedra, a natureza convida ao banho nas cachoeiras e a cultura se manifesta nas festas e na gastronomia. É um lugar para caminhar sem pressa, sentir o cheiro do Cerrado e se deixar levar pelo ritmo tranquilo da vida goiana.
Entre os principais motivos para visitar estão:
- O privilégio de caminhar por um centro histórico tombado pelo IPHAN, com igrejas do século XVIII e casarões coloridos
- As cachoeiras de águas cristalinas, como a Cachoeira do Rosário e a Cachoeira dos Dragões, em meio à vegetação nativa
- A imersão na cultura goiana através da Festa do Divino e da gastronomia típica, com destaque para o empadão e o pequi
Você precisa conhecer este cenário de tradições e belezas naturais em Goiás.
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