A cidade que mais conquistou novos moradores no litoral pela sua qualidade de vida e praias tranquilas
A vila de pescadores que se tornou a Capital do Jazz
Por muito tempo, Rio das Ostras não passou de uma pequena vila de pescadores no litoral norte fluminense, conhecida pela grande quantidade de ostras que batizaram o rio e a cidade. O jeito colonial ainda pode ser visto no Poço de Pedras do Largo de Nossa Senhora da Conceição, que foi erguido no século XVIII por mão de obra escrava para dar água aos navegadores que paravam na baía.
A grande mudança veio em 2003, quando um produtor que tinha acabado de chegar à cidade convenceu a prefeitura a apostar num festival de jazz e blues na areia da Praia de Costazul. Pouca gente botou fé naquilo. Hoje, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival é o maior evento do gênero em toda a América Latina e aparece entre os dez maiores do mundo, segundo a imprensa especializada. Em mais de 20 edições, o festival já juntou 1,2 milhão de pessoas e mais de 600 apresentações de graça. A próxima edição já tem data marcada: vai de 4 a 7 de junho de 2026.
A escultura que só existe ali
No bairro de Costazul, uma baleia jubarte de 20 metros feita de estrutura de metal e coberta com chapas de bronze e uma mistura de latão toma conta da beira-mar. A Praça da Baleia guarda o que as fontes oficiais chamam de a maior homenagem a um animal marinho desse tipo em todo o mundo. A obra é do escultor Roberto Sá, que é conhecido internacionalmente por fazer esculturas que parecem de verdade.
A história por trás desse monumento tem tudo a ver com a cidade: em 1995, uma baleia jubarte e seu filhote apareceram nas praias de Rio das Ostras e encantaram os moradores. O caso ficou na memória de todo mundo e acabou virando símbolo da ligação do município com o mar.
Bem ao lado da praça, o Monumento Natural dos Costões Rochosos forma uma reserva ecológica entre a Praia da Joana e a Praça da Baleia, cheia de bichos e plantas diferentes e com uma vista e tanto para o nascer do sol.

O que fazer nos 28 quilômetros de costa e nos arredores
O litoral da cidade tem 15 praias, cada uma do seu jeito: da agitação de Costazul até o cantinho sossegado da Praia das Tartarugas, que ganhou esse nome porque esses bichos aparecem por lá com frequência. Tem opção para quem curte surfe, para quem gosta de pescar ou para quem só quer águas calmas para ficar com as crianças. Alguns passeios vão além da areia da praia.
A Secretaria de Turismo do Rio de Janeiro destaca os principais pontos da cidade:
- Praia das Tartarugas: mar que vai do azul para o verde, águas mansas e rasas, e uma boa estrutura de quiosques. É uma das primeiras praias que se vê quando se chega do Rio.
- Praia de Costazul: são 2,3 quilômetros de faixa de areia com ciclovia, academia ao ar livre e um píer que entra 200 metros mar adentro, só para a gente ficar olhando a paisagem.
- Lagoa de Iriry: a água é escura por causa das plantas do fundo. Tem trilhas, quiosques e um mirante de 20 metros de altura com uma vista panorâmica da cidade inteira.
- Sítio Arqueológico Sambaqui da Tarioba: um dos poucos museus no Brasil que ficam no próprio lugar onde as coisas foram achadas. Tem vestígios de povos que viveram ali há uns 4 mil anos, tudo catalogado pelo Instituto de Arqueologia Brasileira.
- Figueira Centenária: uma árvore enorme na beira do mar onde, contam os registros históricos, Dom Pedro II descansou no ano de 1847, quando passou pela região.
- Zona rural de Cantagalo: a 15 quilômetros do centro da cidade. Lá tem arvorismo, pousadas, tanques para pescaria e venda de produtos da roça, daqueles feitos pelas famílias de agricultores, no meio de campos e montanhas.
Quem busca sol e mar na Região dos Lagos, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Rio Para Pobres, que conta com mais de 69 mil visualizações, onde Will Braga mostra o que fazer em 24 horas em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro:
Como é morar numa cidade que fica entre praias e os royalties do petróleo
Rio das Ostras cresceu num ritmo muito rápido nos últimos anos, puxada pelo dinheiro dos royalties do petróleo que vem da exploração na Bacia de Campos. Esse tanto de dinheiro pagou as obras de infraestrutura da cidade, os parques, a modernização da orla de Costazul e o próprio festival de jazz.
Para quem mora, o resultado é uma cidade que tem serviços muito melhores do que a média das cidades do interior fluminense, com praias a poucos minutos de casa e um ritmo de vida bem mais calmo do que nas capitais que ficam por perto.
O dia a dia é marcado por uma agenda cultural que vai muito além do festival: a Concha Acústica na Praça São Pedro recebe shows o ano inteiro, e a zona rural tem opções de day use com piscina, trilhas e comida caseira de fazenda para curtir no fim de semana. Para as famílias, a cidade ainda tem teatro municipal, escola de dança, oficina de luteria e uma casa de música.
Qual é a melhor época para conhecer o balneário fluminense?
O clima é quente e úmido em quase todo o ano, com verões chuvosos e invernos mais secos e com temperaturas mais amenas.
As temperaturas são uma média com base no Climatempo. O tempo pode mudar. É bom olhar a previsão antes de pegar a estrada.
Venha conhecer a cidade que toca jazz de frente para o mar
Rio das Ostras aprendeu a juntar o que tem de mais precioso: natureza que ainda está de pé, praias para todos os gostos e uma agenda cultural que são poucos os balneários brasileiros que conseguem manter com tanta frequência. O festival mudou a cara da cidade e criou uma tradição que já dura mais de vinte anos.
Vale a pena rodar os 170 quilômetros de estrada para chegar a Rio das Ostras e entender como uma simples vila de pescadores se transformou na Capital do Jazz da América Latina.
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