Vespa asiática sofre dura derrota e o mundo inteiro pode agradecer à França por essa invenção de um ex-engenheiro da Airbus
A vespa asiática (Vespa velutina) é um predador invasor que se alimenta de abelhas melíferas e outros insetos.
O avanço recente no combate à vespa asiática tem chamado a atenção de apicultores, pesquisadores e gestores públicos, sobretudo com o uso de sistemas de rastreamento por rádio que tornam a localização de ninhos mais rápida e precisa, reduzindo o impacto sobre colmeias e a biodiversidade local.
O que é a vespa asiática e por que representa uma ameaça
A vespa asiática (Vespa velutina) é um predador invasor que se alimenta de abelhas melíferas e outros insetos, permanecendo na frente dos apiários por longos períodos e dificultando a saída das abelhas para coleta de néctar e pólen.
Com o tempo, isso gera perda de produtividade, enfraquecimento das colmeias e desequilíbrios ecológicos ao competir com predadores nativos.
Em diversos países europeus, o controle manual de ninhos se mostrou insuficiente para conter a expansão da espécie, que se adapta rapidamente a ambientes rurais e urbanos.
Diante desse cenário, surgiram iniciativas que combinam entomologia, engenharia e tecnologias de localização, buscando reduzir o número de colônias ativas por temporada e mitigar riscos à apicultura.
Como o rastreamento por rádio localiza ninhos de vespa asiática
Localizar os ninhos é a etapa mais crítica no controle da vespa asiática, pois muitas colônias ficam escondidas em copas de árvores ou estruturas urbanas.
Em vez de depender apenas da observação do voo, alguns projetos passaram a usar microtransmissores de rádio presos a indivíduos capturados, que retornam ao ninho guiando os operadores pelo sinal.
Para que o método funcione, o transmissor precisa ser extremamente leve, com boa autonomia de bateria, e fixado sem ferir o inseto, enquanto receptores portáteis e aplicativos simples permitem que técnicos e apicultores sigam o trajeto.
Assim, o raio de busca deixa de ser amplo e impreciso e se transforma em um percurso orientado, reduzindo tempo de procura e aumentando a taxa de localização de ninhos.
UNIDAS VENCEREMOS
— Xosé Castro🏳️🌈🏳️⚧️ (@XoseCastro) January 6, 2025
La abeja melífera (Apis mellifera) no tiene nada que hacer ante una gigante avispa asiática (Vespa velutina), cuyo exoesqueleto es impenetrable. Una sola avispa puede aniquilar cientos de abejas por sí sola.
Así que las obreras han aprendido una estrategia… pic.twitter.com/DIZJOdT417
Por que a identificação do ninho correto é decisiva no controle
Uma única colônia de vespa asiática pode enviar indivíduos para buscar alimento a mais de um quilômetro de distância, o que significa que o ninho visível mais próximo nem sempre é o principal responsável pelos ataques a colmeias.
Sem rastreamento, apicultores podem eliminar ninhos secundários e ainda sofrer forte pressão de outra colônia oculta.
Com o rastreamento, torna-se possível saber se há vários ninhos ativos na mesma área, identificar qual está ligado aos focos de ataques e mapear zonas de maior densidade.
Isso permite concentrar recursos públicos e privados na destruição das colônias mais perigosas, evitando intervenções dispersas e deslocamentos desnecessários em áreas extensas.
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Como funciona na prática um sistema moderno de rastreamento
O procedimento de campo segue uma sequência padronizada, pensada para ser repetida por diferentes equipes de apicultores e serviços municipais.
A seguir, estão as etapas mais comuns de uso de um sistema de rastreamento por rádio para localizar ninhos de vespa asiática:
- Atração das vespas com iscas açucaradas, mel ou outras substâncias de interesse.
- Captura seletiva de indivíduos habituados ao mesmo ponto de alimentação.
- Fixação de um microchip de rádio no tórax, com colagem leve que não limita o voo.
- Liberação imediata do inseto para que retorne ao ninho.
- Acompanhamento do sinal com receptor e, quando disponível, aplicativo móvel dedicado.
Quais benefícios o rastreamento traz para apicultores e comunidades
A adoção de sistemas de rastreamento de vespa asiática permite respostas mais rápidas a surtos de ataque, possibilitando campanhas estratégicas de localização e remoção de ninhos em períodos críticos do ano.
Para apicultores, isso significa maior proteção das colmeias, redução de perdas e planejamento mais eficiente do manejo.
Para comunidades e administrações locais, a tecnologia oferece um instrumento adicional de gestão de risco biológico, ao integrar dados de campo, relatos de moradores e mapas de ninhos.
Com equipamentos cada vez mais acessíveis e reparáveis, grupos regionais podem implementar o método de forma contínua, transformando cada vespa marcada em um guia involuntário até a colônia invasora.
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