O recurso escondido no seu smartphone que pode melhorar a bateria em 20%
Um minuto de ajuste, horas de bateria
Muita gente culpa o celular, mas o vilão às vezes é uma configuração silenciosa. Em vários modelos, o consumo alto não vem de bateria “viciada”, e sim de um recurso ativado por padrão: a taxa de atualização da tela. Reduzir os Hz da tela pode aumentar a autonomia da bateria em até 15% a 20%, dependendo do aparelho e do seu uso. E o melhor: é um ajuste que leva menos de um minuto.
Como reduzir a taxa de atualização e economizar bateria no celular?
A taxa de atualização é a frequência com que a tela se redesenha por segundo. Quando você usa 90 Hz ou 120 Hz, a navegação fica mais suave, principalmente em rolagem e animações. Só que essa fluidez tem um custo: a tela trabalha mais, o sistema precisa renderizar mais quadros e a energia vai embora sem você perceber.
Para quem quer economizar bateria, a troca para 60 Hz costuma ser a mudança mais rápida e com impacto real no dia. O ganho é ainda mais evidente em uso comum, como redes sociais, mensagens e navegação, em que a diferença visual nem sempre compensa o gasto extra.

O que são Hz no smartphone e por que isso influencia tanto a bateria?
Hz significa “atualizações por segundo”. Em 60 Hz, a tela atualiza 60 vezes; em 120 Hz, atualiza 120. Parece só um detalhe, mas envolve mais esforço do painel da tela, mais demanda do processador gráfico e mais trabalho do sistema como um todo, o que pode aumentar a temperatura do aparelho e acelerar o consumo.
Além disso, muitos celulares chegam com 90 Hz ou 120 Hz ativados para parecerem mais rápidos na vitrine. O problema é que, no cotidiano, esse modo “turbinado” fica ligado o tempo todo, mesmo quando você só está lendo um texto ou respondendo mensagens.
Leia também: Coisas que não deve fazer com o celular se quiser que ele dure muito mais
Como ajustar a taxa de atualização no Android e no iPhone?
No Android, o caminho costuma ficar em Configurações, depois Tela, e então a opção de taxa de atualização. Quando existir, escolher 60 Hz ou “padrão” já reduz o gasto. Em alguns aparelhos, o modo adaptativo é uma boa alternativa, porque o sistema alterna a taxa conforme a atividade, sem deixar 120 Hz fixo o dia inteiro.
No iPhone com ProMotion, a mudança costuma estar em Ajustes, Acessibilidade e Movimento, com a opção de limitar a taxa de quadros. Ao ativar, o aparelho reduz a taxa máxima e prioriza economia. É uma forma simples de melhorar a duração da bateria sem mexer em nada mais avançado.

Você vai sentir diferença na fluidez ou só na bateria?
Se você joga muito, usa telas com animações rápidas ou é bem sensível à rolagem, pode perceber que 60 Hz fica menos “sedoso”. Para muita gente, porém, em uso normal de WhatsApp, vídeos, e-mails e redes sociais, a mudança é pequena, e o benefício aparece no que importa: o celular passa a chegar no fim do dia com mais folga.
O ponto-chave é entender seu perfil. Se o objetivo é ganhar horas extras, reduzir os Hz é uma troca inteligente, porque ataca uma das fontes mais constantes de consumo e evita aquela sensação de “a bateria evapora mesmo sem eu fazer nada”.
Vale a pena fazer esse ajuste para aumentar a autonomia em 2026?
Vale muito se você vive com o carregador na mão, usa poucos jogos pesados e quer prolongar a vida útil do aparelho. Em muitos casos, o “problema da bateria fraca” é mais configuração do que desgaste. E quando você corrige isso, a sensação é de celular novo, sem gastar um centavo.
Se quiser potencializar ainda mais, combine o ajuste com hábitos simples como manter brilho automático ativado, usar modo escuro em telas OLED e limitar apps em segundo plano. O resultado costuma ser um uso mais estável, menos aquecimento e mais tempo longe da tomada.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)