NASA sobre o asteroide 2024 YR4: “Chance recorde de acerta em cheio a Lua”
O asteroide 2024 YR4 entrou no radar da comunidade científica em 2024 e, desde então, é monitorado por observatórios e agências espaciais.
O asteroide 2024 YR4 entrou no radar da comunidade científica no fim de 2024 e, desde então, é monitorado por observatórios e agências espaciais.
Classificado como objeto próximo da Terra, ele tem entre 50 e 70 metros de diâmetro e apresenta uma pequena, porém real, chance de colisão com a Lua em 22 de dezembro de 2032, o que o transforma em um dos casos mais acompanhados da astronomia atual.
O que já se sabe sobre o asteroide 2024 YR4
Os modelos orbitais indicam que a probabilidade de colisão com a Terra é desprezível, mas a chance de impacto com a Lua chega a alguns pontos percentuais, valor alto para os padrões de monitoramento de NEOs.
Esses números justificam campanhas coordenadas envolvendo telescópios terrestres e espaciais.
As novas medições refinam a órbita ao considerar a gravidade da Terra, da Lua, do Sol e de outros corpos, reduzindo gradualmente as incertezas à medida que o asteroide volta a ser observado.
Nesse vídeo algo parece atingir a superfície da Lua, capturado durante uma observação diurna.
— ©️h®️is💚💛 (@chrisjuka) January 30, 2026
Esses eventos geralmente são causados por pequenas rochas espaciais (meteoros) que impactam a Lua.
Como a Lua não tem atmosfera, os meteoros não se queimam e atingem a superfície… pic.twitter.com/eTUWI7VWXu
Qual é o impacto potencial do 2024 YR4 na Lua
Caso a colisão se confirme, o impacto do asteroide 2024 YR4 liberaria energia equivalente a várias megatoneladas de TNT.
Isso formaria uma cratera de cerca de 1 quilômetro de largura, sem ameaçar a estabilidade da Lua, mas criando um evento de grande interesse científico e observacional.
Modelos de impacto projetam efeitos distintos que ajudariam a estudar crateras recentes e a composição da crosta lunar, oferecendo uma rara oportunidade de observação direta de um grande impacto.
- Clarão luminoso visível a partir da Terra em céus escuros.
- Aquecimento intenso e formação de material derretido, brilhando no infravermelho.
- Expulsão de detritos, com parte potencialmente escapando da gravidade lunar.
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Fragmentos lunares podem atingir a Terra
Simulações indicam que parte do material ejetado ultrapassaria a velocidade de escape da Lua. Uma fração desses fragmentos poderia cruzar a órbita terrestre, entrando na atmosfera dias ou semanas após o impacto e gerando um fenômeno semelhante a uma chuva de meteoros.
A maior parte se desintegraria no ar, produzindo riscos luminosos de curta duração, enquanto alguns blocos mais resistentes poderiam chegar ao solo como meteoritos lunares.
Os estudos apontam risco geofísico desprezível para a Terra, mas atenção especial a satélites em órbitas altas, que podem atravessar regiões com maior densidade de partículas.
Como a astronomia monitora o risco do 2024 YR4
O caso do asteroide 2024 YR4 ilustra o funcionamento moderno da vigilância do céu.
Redes como ATLAS, Pan-STARRS e outros programas internacionais buscam continuamente novos objetos, atualizando suas órbitas a cada observação para refinar probabilidades de encontro com a Terra e a Lua.
Esse processo combina tecnologia de detecção, simulações numéricas e cooperação global.
Em 2028, quando o 2024 YR4 estará novamente bem posicionado, uma nova rodada de medições deverá reduzir ainda mais as incertezas, consolidando cenários para o possível impacto lunar em 2032.
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